1 mês de guerra no Irã: relembre as vezes em que Trump 'cantou vitória'

  • 29/03/2026
(Foto: Reprodução)
Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã está completando um mês no sábado (28), sem qualquer sinal de que esteja perto do fim. Apesar disso, nas últimas quatro semanas, Donald Trump repediu diversas vezes que ganhou guerra. Desde 3 de março, poucos dias após os primeiros bombardeios a Teerã — que mataram o então líder supremo e outras figuras centrais do regime —, Trump passou a declarar publicamente que seu governo derrotou o Irã. As falas contrastam com a realidade: a troca de ataques continua, o Estreito de Ormuz segue fechado e não há avanço concreto nas negociações para um cessar-fogo. Do lado iraniano, o discurso também é de enfrentamento. O país mantém bombardeios contra Israel e países vizinhos, aliados dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, em 11 de março de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque Relembre as declarações de Trump, que insiste em dizer de que o Irã foi destruído, está sem liderança e busca um acordo para dar fim ao confronto. 3 de março – “Todos que tínhamos em mente morreram” Três dias após o início da guerra, Trump afirmou que, apesar da ofensiva estar prevista para ainda durar algumas semanas, "praticamente tudo" no Irã já havia sido destruído. Questionado sobre a escolha do novo líder supremo por jornalistas, durante um encontro com o primeiro-ministro da Alemanha, o presidente americano também disse que gostaria de alguém do país para ocupar o cargo, mas que "a maior parte das pessoas que tínhamos em mente" haviam morrido. Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã 6 de março - "Rendição incondicional" Em um post na rede Truth Social, Trump falou pela primeira vez sobre uma possibilidade de acordo. Declarou que não aceitaria, a não ser que o Irã apresentasse sua "rendição incondicional", e que os EUA e seus parceiros trabalhariam "incansavelmente para tirar o Irã da beira da destruição". 7 de março – “O perdedor do Oriente Médio” "O Irã não é mais o 'valentão do Oriente Médio', mas sim 'O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO', e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!", provocou Trump em post. Trump diz que guerra no Oriente Médio pode terminar em breve 9 de março – “Guerra está praticamente concluída” Em entrevista a uma emissora americana, Trump disse que os Estados Unidos estavam “muito à frente” do prazo inicialmente estimado para o fim do conflito e que a guerra estava "praticamente concluída". Segundo o presidente americano, o Irã já não tinha mais Marinha ou Força Aérea para atacar e se defender. No mesmo dia, apesar de minimizar o poder bélico iraniano, Trump ameaçou atacar o Irã “20 vezes mais forte” caso não liberasse o Estreito de Ormuz e disse que o país seria incapaz de se reconstruir. 11 de março – “Eliminamos a liderança duas vezes” Após a imprensa noticiar que havia relatos de que o novo líder supremo iraniano, Motjaba Khamenei, ficou ferido em um ataque, o presidente americano se gabou e disse que os EUA "derrubaram a liderança iraniana duas vezes". Ainda afirmou que as Forças Armadas do país neutralizaram a Marinha e as Forças Armadas iranianas “em todas as frentes”. Donald Trump diz que já venceu a guerra com o Irã 13 de março – “Destruindo totalmente o regime” O presidente dos Estados Unidos disse que seu governo estava "destruindo totalmente" o regime do Irã, militar e economicamente, e prometeu novos ataques nas redes sociais. 14 de março – “Dizimamos completamente o Irã” "Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem", afirmou Trump, aumentando a pressão sobre os aliados europeus e do Oriente Médio. 16 de março – “Destruímos 7.000 alvos” Em um discurso durante um evento no Kennedy Center, em Washington, o republicano afirmou já ter atingido mais de 7 mil alvos iranianos desde o começo da guerra e disse que o país não tinha mais muitos mísseis à disposição: Teerã "não têm muito mais tiros para dar". Trump diz que não quer cessar-fogo no Irã 20 de março – “Não quero cessar-fogo” A jornalistas e depois em rede social, o presidente americano afirmou que os EUA estavam "próximos" de atingir seus objetivos militares e que não estava interessado em negociar um acordo já que a vitória estava próxima: "Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado... não é isso que queremos". 21 de março – “EUA vão obliterar o Irã” Pressionado pela alta dos preços por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, Trump fez um ultimato nas redes sociais: disse que o Irã tinha 48 horas para desbloquear a rota, senão os EUA iriam "atacar e obliterar várias usinas de energia" do país. 22 de março – “O Irã está morto” Trump afirmou que o Irã estava morto em post na Truth Social para atacar seu partido de oposição, o Democrata: "Agora, com a morte do Irã, o maior inimigo que os Estados Unidos têm é a esquerda radical, altamente incompetente". Trump fala em vitória e acordo, mas guerra no Oriente Médio segue intensa 24 de março – “Irã não tem mais líderes” O presidente dos EUA afirmou que "o Irã não tem mais líderes" depois dos ataques americanos e de Israel, e que Teerã teria concordado em não desenvolver amar nucleares em supostas negociações com seu governo. 26 de março – “Irã está implorando por acordo” Nesta quinta-feira (26), em rede social, Trump falou que o Irã está "implorando" para fazer um acordo de cessar-fogo e voltou a ameaçar o regime iraniano para chegar a um consenso "antes que seja tarde demais". Trump diz que Irã está implorando por um acordo, não ele 26 de março – “Estou o oposto de desesperado” Também nesta quinta, em sua reunião de gabinete, Trump afirmou que "o Irã está implorando para fazer um acordo", mas que não tem certeza se ainda estava "disposto" a isso. "Estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente", minimizou.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/29/1-mes-de-guerra-no-ira-relembre-as-vezes-em-que-trump-cantou-vitoria.ghtml


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