Após captura de Maduro, Venezuela intensifica repressão nas ruas, diz jornal
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Autoridades da Venezuela prendem jornalistas
Desde a operação militar dos EUA que capturou o ditador Nicolás Maduro, o regime da Venezuela intensificou a repressão nas ruas, com interrogatórios em postos de controle e até detenções de jornalistas. As informações são do jornal americano "The New York Times".
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Maduro foi sequestrado no último sábado (3) e levado para fora do país por uma equipe militar de operações especiais americana. Ele se encontra preso em Nova York, aguardando julgamento por narcotráfico e outras acusações, das quais se declara inocente.
Em seu lugar, o poder é exercido por sua ex-vice Delcy Rodríguez, egunda na linha de sucessão e um dos nomes fortes do chavismo.
Na última segunda, seu governo ordenou "a busca e a captura em âmbito nacional de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos" que sequestrou Maduro.
membro do grupo paramilitar conhecido como 'colectivos' participa de uma marcha que pede a libertação de Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela, em 4 de janeiro de 2026
REUTERS/Gaby Oraa
Em conversas com venezuelanos que tiveram suas identidades ocultadas para que não sofressem represálias, o "New York Times" apurou que ao menos 14 jornalistas e seis outros cidadãos foram detidos na Venezuela desde o fim de semana. A maioria já foi libertada.
"Nos últimos dias, as forças de segurança interrogaram pessoas em postos de controle, entraram em ônibus públicos e revistaram os celulares dos passageiros, buscando evidências de que aprovavam a destituição de Maduro, segundo venezuelanos no país e grupos de direitos humanos", diz o jornal.
Com um decreto de estado de emergência em vigor, venezuelanos têm reportado um aumento no número de policiais e outros agentes de segurança nas ruas, incluindo os "colectivos", milícias mascaradas que fazem rondas armadas.
Postos de controle
Além disso, postos de controle foram estabelecidos em diferentes locais em todo o país, onde veículos são parados e agentes questionam seus ocupantes. Grupos de direitos humanos dizem que os policiais verificam os telefones em busca de indícios de oposição a Maduro ou ao chavismo.
Apesar de boa parte da população ser contrária ao chavismo, segundo o "Times", poucas manifestações a favor do sequestro de Maduro foram registradas na capital, Caracas, e em outras cidades.
O maior ato ocorrido no país nos últimos dias foi pró-governista, nas ruas de Caracas, encabeçada pelo chavista Diosdado Cabello.