Após relato de bate-boca, Trump diz que está 'extremamente contente' com trabalho de secretário de Guerra

  • 06/08/2026
(Foto: Reprodução)
Donald Trump diz que o Irã só tem mais uma chance para negociar a paz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (6) que está "extremamente contente" com o trabalho do secretário de Guerra, Pete Hegseth, um dia após uma reportagem do jornal "The Washington Post" relatar um bate-boca entre os dois. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Estou extremamente contente com o trabalho que Pete Hegseth está realizando. Tudo tem sido extraordinário, incluindo nossa ofensiva contra a Venezuela, onde o objetivo foi alcançado em menos de um dia", escreveu Trump em sua rede social Truth Social. ➡️ O motivo do atrito entre Trump e Hegseth, segundo o jornal, é a escassez de mísseis do arsenal norte-americano e a condução do conflito contra o Irã. Também nesta quinta, Trump negou a escassez de munição e ameaçou quem sugere o contrário. O presidente norte-americano afirmou que os EUA têm "quantidades maciças de 'munições', especialmente de certos tipos", sem revelar mais detalhes. "Além disso, grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme o necessário. As empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas na história do nosso país", acrescentou. Trump se sentiu enganado 👉 Segundo o "The Washington Post", que cita duas pessoas com conhecimento da suposta discurssão, Trump chamou a atenção de Hegseth durante uma reunião do gabinete na sexta-feira (31), após descobrir que os estoques de armamentos permanecem em níveis críticos. A reportagem afirma que Trump disse ter sido enganado pelo secretário de Guerra. O presidente reclamou que acreditava que o problema "já tinha sido resolvido". O relato vem a público dias depois de Trump afirmar que autorizou e depois cancelou "o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial" contra o Irã. O presidente disse que recuou diante da possibilidade de novas negociações. No entanto, o governo iraniano nega que esteja conversando com os Estados Unidos. Ainda de acordo com o Washington Post, a falta de mísseis guiados de longo alcance e de interceptadores de defesa aérea é um dos fatores que fizeram Trump desistir de novos bombardeios de grande escala contra o Irã. O jornal afirma que Hegseth respondeu às cobranças culpando o vice-secretário de Guerra, Stephen Feinberg, por não ter informado adequadamente o presidente sobre a situação dos estoques militares. O episódio, segundo o Post, expõe o aumento da insatisfação de Trump com Hegseth, que foi um dos principais defensores da ofensiva militar contra o Irã e argumentou ao presidente que a campanha seria rápida e relativamente fácil. A Casa Branca negou a reportagem. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que "isso é 100% notícia falsa" e disse que Trump mantém "total confiança" em Hegseth. O Pentágono também negou que o secretário tenha enganado o presidente ou responsabilizado seu vice pela situação. LEIA TAMBÉM Quebra de protocolo faz helicóptero de Trump passar a pouco mais de 1 km de avião comercial, diz jornal Avião cai 90 metros no ar durante turbulência na Ásia, e passageiros ficam feridos A dois meses da eleição, Brasil enfrenta crises diplomáticas inéditas com EUA e Argentina Baixo estoque O secretário Pete Hegseth ao lado de Donald Trump durante reunião de gabinete em 26 de março de 2026. Sipa USA via Reuters Reportagem da agência Reuters publicada na terça-feira (4) revelou que o Exército dos Estados Unidos utilizou "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante guerra contra o Irã. Os mísseis envolvidos na escassez são principalmente armas superfície-superfície do Exército, conhecidas como Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS), e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), segundo três pessoas com conhecimento dos dados militares americanos. Essas munições de longo alcance são parte importante do arsenal militar norte-americano, porque permitem ataques precisos a partir de uma distância segura. Os ATACMS norte-americanos desempenharam papel fundamental na guerra na Ucrânia, permitindo que forças ucranianas atinjam alvos dentro da Rússia. Já o PrSM é uma geração mais nova e avançada de mísseis de precisão, que tem um maior alcance que o ATACMS e substituirá esse armamento no futuro. Os EUA usaram “praticamente todos” esses armamentos, afirmaram duas das autoridades à Reuters. As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar norte-americana para futuros conflitos. Analistas afirmam que essas armas — que custam mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhão) cada e demoram para serem construídas — também seriam importantes em um eventual conflito futuro com a China. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/06/trump-diz-que-extremamente-contente-com-trabalho-do-secretario-de-guerra.ghtml


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