Após reunião, embaixador israelense diz que Líbano não quer mais ser 'ocupado' pelo Hezbollah, mas não se compromete com cessar-fogo

  • 14/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeos mostram bombardeios de Israel em Beirute e Tiro, no Líbano, em meio a cessar-fogo A reunião entre embaixadores do Líbano e de Israel sobre um possível cessar-fogo entre os países teve início nesta terça-feira (14), no Departamento de Estado dos EUA, em Washington. Essa é a primeira vez em décadas que enviados dos dois países se encontram pessoalmente para conversas diretas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Ao sair do primeiro encontro, o embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, disse que o governo libanês deixou claro que não quer mais o país "ocupado" pelo grupo extremista Hezbollah, e que houve conversas sobre uma visão de longo prazo para uma fronteira claramente delimitada entre os dois países. No entanto, ele não se comprometeu com um cessar-fogo entre Tel Aviv e Berute. "Quanto a um cessar-fogo, estamos lidando com apenas uma coisa, e deixei isso muito claro: estamos focados na segurança dos residentes do Estado de Israel", declarou Leiter. Atualmente, a fronteira entre os dois países é delimitada pela Linha Azul, definida pela ONU no ano 2000. Em março de 2026, no entanto, as forças de Israel ocuparam o sul libanês entre a Linha Azul e o rio Litani, ordenando a remoção da população local, sob a justificativa de combater o Hezbollah. De acordo com os EUA, Israel e Líbano concordaram em prosseguir com as conversas "em um momento e local acordado mutuamente" no futuro. Leiter conversou por duas horas com a embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamden Moawad. O secretário de Estado, Marco Rubio, também esteve presente na reunião. Conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, Michael Needham, o Embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o Embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, a Embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, e o Embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter. Oliver Contreras/AFP O encontro entre representantes dos dois países foi anunciado na sexta-feira (10), após uma conversa entre os embaixadores por telefone. Nesta terça-feira (14), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou esperança de que as conversas desta terça-feira "levem ao fim do sofrimento do povo libanês". Ele também destacou que "a estabilidade não retornará ao sul se Israel continuar a ocupar suas terras". "A única solução reside no reposicionamento do exército libanês até à fronteira internacionalmente reconhecida, sendo assim o único responsável pela segurança da área e pela proteção dos seus residentes, sem a participação de qualquer outra parte", acrescentou Aoun. O conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo terrorista libanês aliado ao Irã, é um desdobramento da guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Os ataques israelenses no país vizinho já mataram pelo menos 2 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O fim do conflito no Líbano é um dos pontos centrais na discussão de um cessar-fogo entre Washington, Tel Aviv e Teerã (veja mais abaixo). Israel se recusa a negociar com Hezbollah, que chama encontro de 'inútil' Diferentemente do governo libanês, que expressa disposição para iniciar negociações com Israel, o Hezbollah se opõe às tratativas. Em um discurso televisionado nesta segunda-feira (13), o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, pediu para o governo libanês cancelar a reunião desta terça, descrevendo-a como "inútil" e afirmando que seu grupo continuaria a confrontar os ataques israelenses ao Líbano. Uma autoridade de alto escalão do Hezbollah afirmou à agência de notícias Associated Press nesta terça que o grupo não acatará nenhum eventual acordo nas negociações entre Líbano e Israel. Na semana passada, a embaixada de Israel em Washington afirmou que as conversas constituiriam o início de "negociações formais de paz" e que o país se recusa a discutir um cessar-fogo com o Hezbollah. Na quinta-feira (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que tinha instruído seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível". "As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano", disse Netanyahu em comunicado. O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã. Confronto entre Israel e Hezbollah continua Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 Raghed Waked/Reuters Nesta segunda-feira (13), Israel atacou Bint Jbeil, importante cidade no sul do Líbano controlada pelo Hezbollah. Fontes libanesas afirmaram à Reuters que o grupo está disposto a lutar até a morte, citando a importância estratégica e simbólica da cidade. Um oficial militar israelense afirmou que o controle operacional total de Bint Jbeil deve ser alcançado em poucos dias e que apenas um pequeno número de combatentes permanece na área. Também nesta segunda, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que houve um ataque a um centro da Cruz Vermelha em Tiro, no sul do Líbano. A agência estatal libanesa disse que uma pessoa morreu, mas não identificou a vítima. O exército israelense afirmou ter realizado um ataque contra um "terrorista do Hezbollah" em Tiro e está investigando relatos de que o ataque teria causado danos a um centro da Cruz Vermelha. As Forças Armadas de Israel informaram também que um foguete do Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, no norte do país. O Corpo de Bombeiros disse que o foguete atingiu um prédio residencial de três andares, enquanto o serviço de ambulâncias afirmou que uma mulher sofreu ferimentos leves causados ​​por estilhaços de vidro na explosão, segundo a Reuters. Os ataques acontecem poucos dias após Israel realizar, na quinta-feira (9), o "maior e mais letal" bombardeio contra o Líbano desde a retomada da guerra contra o Hezbollah. Os bombardeios deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades libanesas. Inclusão do Líbano é um dos principais impasses do cessar-fogo no Oriente Médio Fotos mostram estragos de bombardeios coordenados feitos por Israel contra o Líbano em 8 de abril de 2026. Reuters Os ataques entre Israel e Hezbollah continuam mesmo após os EUA e o Irã anunciarem na terça-feira (7) um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, que envolve EUA, Israel e Irã. A inclusão do Líbano é um dos maiores impasses do acordo. EUA e Israel afirmam que o país não está incluso por conta do grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo Irã. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que a frente do conflito no Líbano não se aplica ao acordo, e foi defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, o Paquistão, que atua como mediador, e o Irã afirmam que a trégua inclui o Líbano e, portanto, proíbe ataques ao país durante o período de cessar-fogo. O Irã, inclusive, acusou Israel de violar o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz por conta disso, além de dizer que o país "pagará caro" e será "punido" se prosseguir com os ataques.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/14/comeca-reuniao-entre-representantes-do-libano-e-de-israel-nos-eua-para-discutir-cessar-fogo.ghtml


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