Arábia Saudita descarta ideia de que nova situação na Venezuela terá 'impacto significativo' no mercado de petróleo
23/01/2026
(Foto: Reprodução) O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, gesticula durante uma sessão no último dia da reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos.
Fabrice Coffrini/AFP
A Arábia Saudita descartou, nesta sexta-feira (23), a possibilidade de que a nova situação na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro e a intenção dos Estados Unidos de aumentar a produção de petróleo, tenha um "impacto significativo" no mercado.
"Não acredito que veremos um impacto significativo no mercado de petróleo", disse o ministro das Finanças, Mohammed Al-Jadaan, no debate de encerramento do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Qualquer aumento na produção levará tempo e exigirá investimentos consideráveis", acrescentou.
Desde a captura e deposição de Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar em Caracas, os Estados Unidos controlam as vendas do petróleo venezuelano.
Apesar das ambições de Donald Trump em relação ao petróleo venezuelano, as empresas multinacionais do setor permanecem cautelosas e evitam fazer grandes investimentos na infraestrutura do país.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com produção de cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), à frente da Arábia Saudita (267,2 bilhões) e do Irã.
No entanto, décadas de corrupção e má gestão fizeram com que a produção despencasse de um pico de mais de três milhões de barris por dia para os atuais 1,2 milhão de barris, segundo as autoridades venezuelanas.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a Venezuela produziu uma média de 950 mil barris por dia em 2025, dos quais 780 mil foram exportados.