Ataques de Israel ao centro de Beirute, no Líbano, aterrorizam população: 'Estamos exaustos'

  • 18/03/2026
(Foto: Reprodução)
Israel bombardeia Irã e faz operação terrestre no Líbano O Exército israelense atacou nesta quarta-feira (18) o centro de Beirute, deixando 12 mortos, entre eles um dirigente de um canal ligado ao Hezbollah, e anunciou que pretende destruir as pontes que conectam parte do sul do Líbano ao restante do país para interromper qualquer apoio ao grupo pró-Irã. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Três bairros densamente povoados da capital, incluindo um próximo à sede do governo, foram atingidos, segundo equipes da AFP. Um dos ataques matou o diretor de programas políticos da emissora do Hezbollah, Al-Manar. O prédio onde morava Mohammed Cherri, no bairro de Zokak al-Blatt, foi atingido, informou o canal em comunicado. “Ele morreu junto com a esposa, e seus filhos e netos ficaram feridos”, acrescentou. No bairro de Bachoura, atingido após um alerta israelense, um edifício desabou completamente, e a rua ficou coberta de destroços. “Eram quatro da manhã, estávamos dormindo”, contou Sarah Saleh, de 29 anos, deslocada da periferia sul de Beirute e abrigada em uma escola próxima adaptada como centro de acolhimento. “Saímos correndo de pijama e fomos para uma praça no centro da cidade”, disse. LEIA MAIS: VÍDEO: prédio inteiro desaba em Beirute após ser atingido por míssil israelense Líbano registra mais de 1 milhão de deslocados na guerra entre Israel e Hezbollah Em Zokak al-Blatt, um prédio que abriga uma filial da instituição financeira Al-Qard Al-Hassan, ligada ao Hezbollah pró-Irã e já atingida na semana passada, voltou a ser bombardeado. Neste bairro próximo à sede do governo e de várias embaixadas, moradores continuam a remover os escombros e os estilhaços de vidro deixados pelo último ataque sobre carros e nas ruas. Máquinas desobstruem a via e transportam os destroços, enquanto comerciantes circulam diante de fachadas destruídas, sob o zumbido de um drone israelense sobrevoando a capital. Nuvens de cinza pairam no ar, e gritos vindos de um prédio, atrás de uma janela estilhaçada, alertam os pedestres de que um vidro está prestes a cair. Uma moto danificada foi abandonada perto da calçada. “Minha família e eu ficamos aterrorizados”, contou Haidar, 68, ao repórter da AFP. “Quando não há aviso, é muito difícil”, acrescenta o comerciante. Ele explicou que sua esposa, tomada pelo medo, tentou encontrar abrigo em outro lugar depois que o bairro foi atingido várias vezes desde o início da guerra. Na rua, uma mulher chora e uma família com crianças, carregando sacolas e uma boneca rosa, deixa o local.  “Mal conseguimos falar (...) Estamos exaustos”, diz Zainab, de 65 anos, que mora nas proximidades e estava em casa com familiares durante o último ataque. O bombardeio “foi muito forte (...) como se estivesse acontecendo sobre nossas cabeças”, afirma. “Estamos com medo (...) a cada uma ou duas horas eles atacam algum lugar”, acrescenta. Mas “para onde deveríamos ir?”. Doze pessoas morreram e 41 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde, e “restos humanos também foram encontrados no local”. O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional com o Irã em 2 de março, ao lançar um ataque contra Israel, que respondeu com uma ampla campanha de bombardeios aéreos. Desde então, os ataques já deixaram pelo menos 912 mortos, incluindo 111 crianças, segundo as autoridades, e forçaram mais de um milhão de pessoas — mais de um sexto da população do país — a deixar suas casas. Um edifício desaba enquanto a fumaça sobe após um ataque israelense no centro de Beirute, Líbano, quarta-feira, 18 de março de 2026 Hussein Malla/AP “Fui obrigado a sair”  Em Saïda, principal cidade do sul do Líbano, um ataque que atingiu um carro na manhã desta quarta-feira matou duas pessoas, incluindo um socorrista, perto da orla marítima onde deslocados dormem em seus veículos, segundo o ministério. “Eu nunca tinha saído da minha casa até agora”, disse Moustapha Khairallah, refugiado em Saïda. Mas “eles estão atacando cada vez mais civis... Fui obrigado a sair”, acrescentou o idoso, apoiado em duas bengalas. Nesta quarta-feira, o Exército israelense anunciou que pretende atacar as pontes sobre o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira, para interromper qualquer apoio militar ao Hezbollah, cujos combatentes enfrentam tropas terrestres em algumas aldeias fronteiriças. A população foi orientada a evacuar a área ao sul do rio. Ainda na noite de quarta-feira, uma ordem de evacuação israelense provocou pânico na cidade milenar de Tiro, cujas ruínas são reconhecidas como Patrimônio Mundial da Unesco. Centenas de famílias fugiram para Saïda, enquanto aquelas que decidiram permanecer se concentraram nos bairros antigos da cidade, que não estão incluídos na ordem de evacuação, segundo um correspondente da AFP no local. A aviação israelense também bombardeou o leste do Líbano, reduto do Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias. Quatro pessoas morreram em um ataque à cidade de Baalbek, que abriga um complexo de templos romanos também classificado pela Unesco, e outras quatro morreram na localidade de Yohmor. Prédio completamente destruído O correspondente da AFP em Baalbek viu um prédio residencial de dois andares, no centro da cidade, completamente destruído. Paralelamente a esses bombardeios, o Exército israelense havia anunciado na segunda-feira o início de “operações terrestres limitadas” contra o Hezbollah no sul do Líbano. Por sua vez, o grupo pró-Irã afirmou na noite de terça-feira ter lançado uma grande onda de ataques contra o norte de Israel. Segundo o Hezbollah, seus combatentes dispararam foguetes e mísseis, descritos como sofisticados, contra cerca de uma dúzia de cidades, além de várias bases israelenses, incluindo instalações aéreas e navais.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/18/ataques-israel-beirute-libano-populacao.ghtml


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