Austrália e Vanuatu assinam acordo que barra base militar da China

  • 29/06/2026
(Foto: Reprodução)
O primeiro-ministro de Vanuatu, Jotham Napat (à esquerda), e o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, assinam o Acordo Nakamal no Parlamento em Canberra. Lukas Coch/AAP via AP A Austrália e Vanuatu assinaram nesta segunda-feira (29) um aguardado tratado bilateral de segurança e economia que impede a China de instalar uma base militar na nação insular do Pacífico Sul. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, assinou o chamado Acordo Nakamal com o seu homólogo de Vanuatu, Jotham Napat, na capital australiana, nove meses após o governo de Vanuatu rejeitar uma versão preliminar do texto. Na ocasião, o arquipélago temia que o pacto limitasse sua capacidade de atrair investimentos em infraestrutura. "Nosso acordo reflete e confirma o papel da Austrália como a maior e mais abrangente parceira econômica, de segurança e desenvolvimento de Vanuatu, uma responsabilidade que assumimos com seriedade", declarou Albanese a jornalistas. Napat afirmou que o pacto "reafirma o compromisso compartilhado de dar continuidade e fortalecer a parceria estratégica entre nossos dois países, baseada no respeito mútuo, na confiança e em nossa visão comum por um Pacífico pacífico, estável e próspero". Agora no g1 Segundo comunicado do governo, sob os termos do acordo, Vanuatu não permitirá nenhuma base ou infraestrutura militar estrangeira em seu território e manterá sua infraestrutura crítica livre de militarização, interferência externa ou acesso não autorizado. O tratado é um de vários que a Austrália firmou ou vem negociando com vizinhos regionais para conter o avanço da influência de segurança da China na região. Vanuatu consultará a Austrália quando considerar a participação de terceiros em sua infraestrutura crítica, mas não haverá poder de veto por parte de Camberra, conforme proposto inicialmente. Vanuatu também se comprometeu a priorizar a cooperação policial com os membros do Fórum das Ilhas do Pacífico, um bloco de 18 países e territórios que inclui a Austrália. O acordo, contudo, não exclui a polícia chinesa. A China não mantém uma presença policial permanente no arquipélago, mas agentes chineses costumam visitar a nação de 350 mil habitantes. Além disso, Vanuatu concordou em recorrer primeiro à Austrália, Nova Zelândia e França para responder a grandes desastres naturais. A Austrália havia proposto fornecer a Vanuatu 500 milhões de dólares australianos (US$ 344 milhões) ao longo de uma década nos termos do rascunho original. Albanese informou que o custo do acordo final será tornado público até dezembro. Napat adiantou que um acordo bilateral que Vanuatu está negociando com a China será divulgado assim que o pacto receber o "aval de Pequim". Anteriormente, o premiê descreveu o chamado Acordo Namele com a China como um tratado de "cooperação abrangente para o desenvolvimento", assegurando que não se trata de um pacto de segurança. Vanuatu tem recebido vultosos empréstimos e ajuda humanitária da China para a construção de edifícios, portos e outras obras de infraestrutura. “No momento, ainda não foi assinado. Vamos compartilhar o acordo (Namele). Não há nada a esconder. Nosso governo é transparente e sou muito grato por o primeiro-ministro (Albanese) também ter me dado autorização para compartilhar com eles (a China) o Acordo Nakamal”, disse Napat. Em setembro do ano passado, Albanese foi notificado de que a versão anterior do pacto havia sido rejeitada poucas horas antes de embarcar para Vanuatu para a cerimônia de assinatura.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/29/australia-e-vanuatu-assinam-acordo-que-barra-base-militar-da-china.ghtml


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