Baixas na guerra entre Rússia e Ucrânia podem superar batalha mais sangrenta da história, indica estudo

  • 02/07/2026
(Foto: Reprodução)
Russia mata quatro e deixa 35 feridos na Ucrania Reuters A Rússia acumulou cerca de 1,4 milhão de baixas desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos. O número inclui militares mortos, feridos e desaparecidos. Desse total, entre 400 mil e 450 mil soldados morreram em combate, de acordo com a pesquisa. O estudo aponta que esse é o maior volume de perdas sofrido por uma grande potência em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o levantamento, as mortes russas na Ucrânia superam em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde 1945. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o CSIS, a Ucrânia também sofreu perdas expressivas desde o início da guerra, com estimativas entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. Ao todo, os dois países já acumulam mais de 2 milhões de baixas no conflito. Com isso, a guerra pode superar as perdas da batalha de Stalingrado, considerada a mais sangrenta da história, com cerca de 2 milhões de vítimas no total - incluindo militares e civis. 🔍 A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o maior conflito da história, dividindo o mundo entre os Aliados (liderados por EUA, Reino Unido, União Soviética e China) e o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O conflito iniciou-se em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia. A URSS arcou com o maior esforço militar e o maior número de baixas do conflito - cerca de 27 milhões de mortos. Rússia perde mais soldados do que consegue recrutar O estudo indica ainda que o desgaste das tropas passou a comprometer a capacidade de reposição de efetivos. Em 2026, a Rússia registra entre 30 mil e 34 mil baixas por mês, enquanto consegue recrutar cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período. Avanço russo desacelera Embora mantenha a iniciativa, a ofensiva russa avança em ritmo cada vez menor. Nas principais frentes de combate, as tropas progridem entre 50 e 90 metros por dia, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. De acordo com os pesquisadores, a combinação de trincheiras, campos minados, obstáculos antitanque e o uso intenso de drones transformou extensas áreas da frente de batalha em zonas altamente letais, dificultando qualquer avanço rápido. Leia mais: Cabos de fibra óptica usados na guerra aparecem em ninhos de aves na Ucrânia; veja FOTOS Brasileiro capturado por militares russos pede perdão à mãe por ter voltado à Ucrânia Rússia autorizou treino secreto na China com 200 militares, diz agência Ucrânia amplia ataques e recupera áreas O levantamento também aponta uma mudança importante no equilíbrio do conflito. Entre abril e maio deste ano, a Rússia perdeu mais território do que conquistou, acumulando um saldo negativo de aproximadamente 400 quilômetros quadrados, a primeira perda territorial líquida desde agosto de 2024. Ao mesmo tempo, a Ucrânia ampliou sua campanha de ataques contra refinarias, depósitos de combustível, fábricas de armamentos, bases militares e centros logísticos em território russo. Segundo o estudo, os ataques já atingem cidades como Moscou e São Petersburgo e têm provocado impactos na infraestrutura militar e energética do país.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/02/russia-ja-soma-14-milhao-de-baixas-na-guerra-da-ucrania-diz-estudo-cerca-de-450-mil-soldados-morreram.ghtml


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