Bombeiros de SP encerram missão de resgate na Venezuela após terremoto e iniciam retorno ao Brasil

  • 10/07/2026
(Foto: Reprodução)
Bombeiros de SP chegam à Venezuela em missão de ajuda às vítimas do terremoto A equipe de bombeiros paulista encerrou, nesta quinta-feira (9), as atividades operacionais da missão humanitária realizada na Venezuela após o terremoto que atingiu o país. Os tremores mataram oficialmente mais de 3.889 pessoas. Com o fim das operações de busca e resgate, os integrantes da força-tarefa iniciam o processo de desmobilização e têm retorno ao Brasil previsto para esta sexta-feira (10). A missão reuniu especialistas em busca, resgate e atendimento a desastres dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que atuaram em conjunto com autoridades venezuelanas e equipes internacionais. Segundo o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, os militares paulistas participaram de operações ininterruptas em áreas de estruturas colapsadas. Ao longo da missão, foram realizadas 90 intervenções operacionais, que resultaram na localização e retirada de 23 corpos dos escombros (sendo 11 homens, nove mulheres e três pessoas cujo sexo não pôde ser identificado). As ações seguiram protocolos internacionais de resposta a desastres e contaram com o uso de equipamentos especializados, tecnologia de busca e cães treinados para localização de vítimas. A participação paulista ocorreu em duas etapas. A primeira equipe embarcou para a Venezuela em 26 de junho, formada por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, as cadelas de busca Malina e Kiara e cerca de cinco toneladas de equipamentos. Bombeiros de São Paulo foram para a Venezuela no no final de junho para ajudar nas buscas por vítimas do terremoto. Divulgação/Bombeiros de SP Dois dias depois, em 28 de junho, uma segunda equipe foi enviada ao país, composta por 16 bombeiros militares, um representante da Defesa Civil e aproximadamente quatro toneladas de equipamentos, ampliando a capacidade operacional da força-tarefa brasileira. O retorno das equipes começa nesta sexta-feira (10). A aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira deve chegar a Caracas às 6h para o embarque dos equipamentos utilizados na missão. A decolagem está prevista entre 12h e 13h, com escala em Brasília. Os integrantes de São Paulo e Paraná seguirão para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, com chegada prevista para as 22h. Já a equipe de Minas Gerais retornará ao Brasil em uma aeronave própria. Em nota, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo afirmou que a atuação na Venezuela reforça o compromisso da corporação com a cooperação humanitária internacional, colocando sua experiência e capacidade operacional à disposição em missões de resposta a desastres quando solicitado. Nova fase da ajuda O governo brasileiro prepara uma nova fase de ajuda humanitária à Venezuela, após os terremotos que há duas semanas mataram pelo menos 3.889 pessoas e destruíram a nação caribenha. Na quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu por mais de duas horas com ministros e assessores para fazer um balanço das ações já realizadas na Venezuela e para avaliar o que é possível fazer em uma nova etapa de reconstrução do país venezuelano. Segundo interlocutores, a reunião não foi conclusiva. A avaliação na equipe de Lula é que a nova ação deve ser ainda mais coordenada com as necessidades da Venezuela. Número de mortos na Venezuela sobe para 3,8 mil Participaram da reunião o chanceler Mauro Vieira (Relações Exteriores), o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, as ministras Miriam Belchior (Casa Civil) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno. As operações na Venezuela são coordenadas pela Casa Civil. O governo brasileiro aguarda neste momento mais informações do lado da Venezuela com uma indicação do que mais precisam de auxílio para definir nos próximos dias seu novo plano de operação no país. ➡️ No final de junho, dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. O número de mortos em decorrência dos terremotos subiu para pelo menos 3.889, enquanto o número de feridos permaneceu em quase 17 mil, segundo um boletim oficial do governo divulgado nesta quinta-feira (9). A primeira fase das ações realizadas pelo Brasil em apoio à população venezuelana contou até agora com: 6 voos humanitários (5 da FAB e um voo solidário da Gol); 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos 100 purificadores de água; Hospital de campanha com até 30 leitos, capacidade cirúrgica e de atendimento emergencial, módulo infantil e preparo para pandemias; 93 militares da Marinha para operação do hospital de campanha; 71 bombeiros militares; 4 especialistas da Defesa Civil; 6 técnicos da Anatel. Um dos principais destinos turísticos da Venezuela se torna o centro da maior tragédia do país em décadas Jornal Nacional/ Reprodução Ajuda a Cuba O governo brasileiro também planeja intensificar a ajuda humanitária que já tem enviado para Cuba. O país caribenho sofre com restrições e bloqueios por parte dos Estados Unidos. Na reunião da quinta, Lula e sua equipe também trataram do assunto. Há uma preocupação dentro do governo brasileiro de que a situação de Cuba está se tornando um problema humanitário cada vez maior. E que, segundo relatos recebidos, a fome no país tem aumentado, principalmente entre crianças. Agora, o governo brasileiro estuda como ajudar Cuba de forma eficaz já que o país está, por exemplo, sem energia. Na segunda-feira (6), um novo corte generalizado de energia, o terceiro nos últimos seis meses, afetou Cuba. As ações de cooperação humanitária do Brasil são coordenadas pela Agência Brasileira de Cooperação, em contato com diversos ministérios, que viabilizam as doações. O presidente americano, Donald Trump, afirmou para jornalistas na Casa Branca que acredita que terá a "honra" de tomar Cuba. O sufocamento atual de Cuba também está diretamente ligado à política adotada pelo governo de Donald Trump, que intensificou as sanções econômicas contra a ilha.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/07/10/bombeiros-de-sp-encerram-missao-de-resgate-na-venezuela-apos-terremoto-e-iniciam-retorno-ao-brasil.ghtml


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