(Foto: Reprodução) Foto de Arquivo: o então chefe da Patrulha da Fronteira, Michael Banks, fala com repórteres durante a visita do secretário de Defesa, Pete Hegseth, à fronteira entre os EUA e o México em Sunland Park, Novo México, em 3 de fevereiro de 2025.
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O chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, Michael Banks, renunciou de forma repentina nesta quinta-feira (14), informou um porta-voz da agência, ampliando a rotatividade entre os principais funcionários de imigração do governo Trump nos últimos meses.
Banks era aliado da ex-secretária de Segurança Interna Kristi Noem, que foi demitida por Trump em março, disse um ex-funcionário da patrulha de fronteira sob condição de anonimato.
Banks, principal autoridade da agência encarregada de proteger as fronteiras dos Estados Unidos, foi nomeado para o cargo pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2025.
Ele trabalhou na patrulha de fronteira por duas décadas antes de deixar a agência em 2023 e se tornar o “czar da fronteira” do estado do Texas, governado pelos republicanos.
A saída de Banks se soma a uma série de mudanças:
a saída planejada do diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), Todd Lyons, no fim do mês;
a aposentadoria do controverso agente da patrulha de fronteira Gregory Bovino em março;
e da ampliação da autoridade do “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, sobre as operações de fiscalização.
Contexto: Trump se reelegeu prometendo endurecer o combate às travessias ilegais na fronteira. Cerca de 86 mil migrantes foram detidos durante o primeiro ano do republicano no cargo, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. O número está abaixo dos 956 mil registrados um ano antes, segundo dados do governo dos EUA.