China diz que ampliação de sanções dos EUA contra Cuba é 'ilegal'
05/05/2026
(Foto: Reprodução) Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, diz estar pronto para defender o país dos Estados Unidos durante o 65º aniversário da vitória da invasão na Baía dos Porcos
ADALBERTO ROQUE / AFP
A China pediu nesta terça-feira (5) que Washington encerre imediatamente o embargo e as sanções contra Cuba, afirmando que as medidas ampliadas são “ilegais” e “violam gravemente” as normas das relações internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscando aumentar a pressão sobre Havana após derrubar o líder da Venezuela, assinou na sexta-feira (1º de maio) um decreto ampliando as sanções americanas contra o governo cubano, disseram duas autoridades da Casa Branca à Reuters.
Pequim tem manifestado apoio à ilha socialista depois que as tensões aumentaram em janeiro entre Estados Unidos e Cuba, após a captura, pelos EUA, do líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado de longa data de Havana.
Trump diz que pode "ter a honra de tomar Cuba. "Posso fazer o que quiser com ela."
“Os Estados Unidos intensificaram suas sanções unilaterais ilegais contra Cuba”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China, criticando a medida por “violar seriamente” as normas básicas das relações internacionais.
“A China insta os Estados Unidos a encerrar imediatamente o embargo e as sanções contra Cuba e qualquer forma de pressão coercitiva”, acrescentou o ministério em comunicado, dizendo que essas ações violam o direito do povo cubano à existência e ao desenvolvimento.
A China apoia os esforços de Cuba para proteger sua soberania e segurança nacional e se opõe firmemente a interferências em seus assuntos internos, acrescentou o ministério.