Colômbia, Japão, Venezuela: veja comparativo entre os três fortes terremotos das últimas semanas

  • 12/08/2026
(Foto: Reprodução)
Veja o momento que terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão Japão, Venezuela, Colômbia. No último mês e meio, o mundo presenciou três fortes terremotos que causaram mortes e muitos danos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Todos os tremores tiveram mais de 7,0 de magnitude, considerado muito forte, apesar de que o rastro de destruição variou em cada país de acordo com a profundidade, a localização e de quanto a infraestrutura local é preparada para terremotos. ➡️ Na Venezuela, tremores atingiram o norte do país no fim de junho. Quase um mês depois, o sul do Japão foi o epicentro de outro grande terremoto. Já o tremor da Colômbia ocorreu na segunda-feira (10). Veja, abaixo, pontos de comparação entre os dois treColmores: Magnitude Colômbia: um único tremor de magitude 7,4, segundo a Agência Geológica da Colômbia; Japão: um único tremor de magnitude 7,1, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA); Venezuela: 7,2 no primeiro tremor e 7,5 no segundo, que ocorreu segundos depois do primeiro e foi o mais forte dos dois. Profundidade (que influencia se o tremor será mais ou menos sentido em solo) Colômbia: 110 km — o mais profundo de todos; Japão: 10 km; Venezuela: 20,3 km no primeiro tremor e 10 km no segundo. Epicentro Colômbia: epicentro em terra, na região de Chocó, no oeste do país, a Japão: epicentro em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu. Venezuela: epicentros também em terra, no estado de Yaracuy, mas na região centro-norte próxima à costa. Pessoas se abraçam enquanto as buscas continuam após o terremoto de 24 de junho em La Guaira, Venezuela REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria LEIA MAIS: Um mês após terremotos, Venezuela admite até 10 mil mortos e tem relatos de 30 mil desaparecidos VIDEOS E FOTOS: Veja destruição causada pelo terremoto no sul do Japão Infraestrutura atingida Colômbia: o governo colombiano estimou em cerca de 80 os edifícios que foram danificados ou desabaram totalmente — veja IMAGENS de prédios balançando e desabando após o tremor; Japão: a destruição causada pelo tremor do Japão incluiu um desabamento parcial do shopping Aeon Mall, em Kashima e a queda de uma chaminé na fábrica de papel Nippon Paper. A primeira-ministra do Japão falou também em pontes desabadas, estradas rachadas, incêndios e imóveis sem energia. Trens-bala foram suspensos, e o aeroporto de Aso Kumamoto, fechado. As usinas nucleares não registraram anomalias; Venezuela: o governo venezuelano afirmou que os tremores causaram danos em quase mil edifícios e que 190 deles desabaram; o Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi danificado e fechado na ocasião; o governo venezuelano afirmou ainda que pontes, estradas, energia, água e telecomunicações ficaram fortemente comprometidos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estimou as perdas econômicas em, pelo menos, US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Número de mortos Colômbia: Até a última atualização desta reportagem, autoridades colombianas haviam contabilizado 233 mortos em decorrência do terremoto; Japão: 25 pessoas morreram por conta do terremoto no Japão, a maioria sob escombros do shopping Aeon Mall, que desabou parcialmente. Venezuela: segundo o último balanço oficial, mais de 6,3 mil pessoas morreram. Número de feridos Colômbia: mais de 570, segundo autoridades; Japão: 50 pessoas foram hospitalizadas; Venezuela: 16.740 feridos, segundo o balanço oficial. Número de desaparecidos Colômbia: Mais de 3 mil, de acordo com a agência de notícias Associated Press. Japão: A emissora NHK chegou a contabilizar entre 20 a 30 trabalhadores desaparecidos no shopping. Dias depois, autoridades aunciaram que todos foram resgatados. Venezuela: as autoridades evitam divulgar um número oficial, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que possam chegar a 50 mil. Preparação de cada país para terremotos Colômbia: Habituada a tremores por estar situada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, a Colômbia tem um código de construção antiterremoto para prédios. No entanto, autoridades começaram a investigar se o código não está sendo seguido, por conta do número de edifícios danificados ou até derrubados pelo terremoto. O que se sabe é que os tremores habituais na Colômbia são bem menores que o registrado na segunda-feira (10). Japão: O país é referência mundial em prevenção e, por isso, tem códigos de construção antissísmicos rígidos, sistemas de alerta precoce, simulados frequentes e resposta governamental imediata. É raro que prédios sejam esrtuturalmente danificados. O último tremor, no entanto, fez o teto de um shopping e de uma fábrica desabarem parcialmente. Venezuela: o cenário é oposto do Japão. Muitos prédios em La Guaira — onde ocorreu o epicentro — e Caracas não foram construídos segundo normas sísmicas modernas, o que provocou colapsos generalizados. A resposta do governo foi criticada como lenta e ineficiente, e famílias chegaram a buscar vítimas nos escombros com as próprias mãos, por falta de maquinário pesado. Agora no g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/12/colombia-japao-venezuela-veja-comparativo-entre-os-tres-fortes-terremotos-das-ultimas-semanas.ghtml


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