EUA dizem que operação no Estreito de Ormuz é pacífica, mas ameaçam com 'poder de fogo esmagador' se Irã atacar navios
05/05/2026
(Foto: Reprodução) EUA e Irã elevam tom de ameaças após troca de acusações de ataques no estreito de Ormuz
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira (5) a operação que as forças norte-americanas fazem no Estreito de Ormuz é pacífica, mas atacará com "poder de fogo esmagador" caso o Irã ataque navios que cruzem o canal.
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Hegseth reivindicou que os EUA, e não o Irã, têm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã no canal. Na segunda-feira (4) os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações inimigas, apesar de o cessar-fogo ainda estar em vigor.
O secretário afirmou que os EUA "não estão procurando briga" e afirmou que o "Projeto Liberdade", nome que o governo de Donald Trump deu à operação militar de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz, pretende ser temporário, até que o fluxo de embarcações pelo canal seja restabelecido.
"O Irã é claramente o agressor, assediando navios civis, ameaçando marinheiros de todas as nações e militarizando um ponto crítico para seu próprio benefício financeiro", disse Hegseth. "O Projeto Liberdade é de natureza defensiva, focado em seu escopo e temporário em sua duração, com uma missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana. Não estamos procurando uma briga".
O secretário de Guerra disse ainda que a escolta dos EUA já está surtindo efeito e que centenas de navios mercantes estavam se preparando nesta terça para atravessar o Estreito de Ormuz. Já o Irã afirma que não está permitindo a passagem de nenhum navio pelo canal.
"Sabemos que os iranianos estão constrangidos. Eles disseram que controlam o estreito. Não controlam", disse o secretário em entrevista coletiva para dar um balanço da guerra.
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Trégua em xeque
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o chefe das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, em entrevista para dar balanço da guerra com Irã, em 5 de maio de 2026.
Kevin Lamarque/ Reuters
Na entrevista à imprensa, Hegseth afirmou ainda que o cessar-fogo, apesar das tensões, segue em vigor.
Mas, na segunda-feira, diferentes navios relataram ter sido alvos de disparos. Países do Golfo Pérsico também afirmaram ter voltado a ser alvo de mísseis e drones disparados pelo Irã, o que, pelo cessar-fogo, não deveria ocorrer.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou Omã e os Emirados Árabes Unidos na segunda. Caine também disse que, desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres.
O Irã atacou forças norte-americanas mais de dez vezes, acrescentou o general.
Já o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violações do cessar-fogo.