EUA miram expulsão de espiões iranianos na América Latina, diz agência Reuters

  • 24/01/2026
(Foto: Reprodução)
Lula critica invasão dos EUA na Venezuela e diz que América Latina não vai baixar a cabeça Os Estados Unidos estão pressionando a Bolívia a expulsar do país sul-americano supostos espiões iranianos e a designar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã — força de elite de Teerã — como grupo terrorista, segundo duas fontes com conhecimento direto do assunto disseram à Reuters. Washington também quer que o governo de La Paz classifique o grupo armado libanês Hezbollah e o grupo Hamas — ambos considerados pelos Estados Unidos como representantes de Teerã — como organizações terroristas. As fontes também disseram que diplomatas avaliam iniciativas semelhantes no Chile, no Peru e no Panamá. A iniciativa diplomática reservada ocorre em meio a um esforço mais amplo dos EUA para aprofundar sua influência geopolítica na América Latina e reduzir a de seus adversários na região. Após uma operação no início de janeiro para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, autoridades americanas pressionaram rapidamente o governo da presidente interina Delcy Rodríguez a reduzir a cooperação econômica e de segurança entre Caracas e Teerã, segundo uma fonte separada familiarizada com o assunto. Por anos, Venezuela e Irã foram aliados firmes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Questionado, o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia afirmou que “ainda não há uma posição completamente definida sobre esse tema”. O Departamento de Estado não respondeu a um pedido de comentário, enquanto a missão iraniana nas Nações Unidas se recusou a comentar. A foto, de setembro de 2014, mostra a Guarda Revolucionária Iraniana marchando durante a parada militar anual marcando a guerra do Irã contra o Iraque (1980-88) em Teerã. Behrouz Mehri /AFP Jogos de espionagem na América do Sul À primeira vista, a Bolívia — um país sem saída para o mar, com 12 milhões de habitantes, localizado no coração da América do Sul — pareceria um local improvável para uma disputa indireta entre grandes potências mundiais. Alguns atuais e ex-funcionários dos EUA, no entanto, disseram que o país se tornou uma base importante para as operações diplomáticas e de inteligência do Irã em todo o continente. Isso se deve, em parte, ao que autoridades americanas descrevem como um ambiente permissivo de contrainteligência, além da localização central do país, que faz fronteira com várias outras nações — algumas das quais teriam sido alvo de tentativas de ataques do Hezbollah nos últimos anos. Rick de la Torre, ex-alto funcionário da CIA já aposentado e antigo chefe da estação em Caracas, disse que a principal base das operações diplomáticas e de inteligência do Irã na América Latina era a Venezuela. No entanto, Bolívia e Nicarágua — onde há um governo autoritário com relações frias com Washington — serviram como “nodos secundários” de Teerã na região nos últimos anos. “O valor da Bolívia para Teerã estava no clima político permissivo, na fiscalização mais branda e na geografia central”, afirmou de la Torre. “Na prática, o padrão que se observa na América Latina é o Irã e o Hezbollah usando as jurisdições mais permissivas como centros, a partir dos quais se projetam discretamente para Estados mais capazes ou de maior valor nas proximidades.” Mudança no cenário político Evo Morales, presidente esquerdista da Bolívia de 2006 a 2019, aprofundou os laços com o Irã ao longo de seu governo, inclusive em temas de defesa e segurança, argumentando que ambos os países estavam unidos na luta contra o imperialismo dos EUA. Morales e o presidente de esquerda Luis Arce, que governou de 2020 até o fim do ano passado, eram amplamente vistos por autoridades americanas como pouco receptivos a possíveis esforços para afastar La Paz de Teerã. Agora, porém, autoridades dos EUA acreditam ter uma oportunidade única após a eleição, em outubro, do centrista Rodrigo Paz, cuja presidência marca o fim de quase duas décadas de domínio quase contínuo do partido esquerdista MAS. Rodrigo Paz veste a faixa presidencial após tomar posse na Bolívia, em 8 de novembro de 2025 Luis Gandarillas / POOL / AFP O governo de Paz, que herdou uma grave turbulência econômica e um Legislativo fragmentado, tem buscado recompor os laços com Washington, ao mesmo tempo em que incentiva o investimento privado. Autoridades americanas acolheram publicamente a eleição de Paz e, em dezembro, os EUA tornaram a Bolívia elegível para receber recursos de subvenção administrados pela Millennium Challenge Corporation, uma agência independente do governo americano. Esforço para conter o Irã na região se intensificou As fontes disseram que a ofensiva relacionada ao Irã na Bolívia faz parte de uma campanha mais ampla dos EUA na região. Em setembro, o aliado americano do Equador classificou a Guarda Revolucionária Islâmica, o Hamas e o Hezbollah como organizações terroristas, enquanto a Argentina designou a Força Quds, do Irã, como terrorista na semana passada. Os EUA defenderam ambas as medidas, segundo as fontes. A Guarda Revolucionária Islâmica atua como uma força militar de elite leal ao líder supremo do Irã desde a Revolução Iraniana de 1979, enquanto a Força Quds é um braço da Guarda responsável por operações no exterior. Embora o esforço atual para abrir uma cunha geopolítica entre o Irã e a América Latina não seja novo, há sinais de que a iniciativa esteja se intensificando.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/24/eua-miram-expulsao-de-espioes-iranianos-na-america-latina-diz-agencia-reuters.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes