Executiva morta na Times Square era mãe de uma bebê de 5 meses e tinha acabado de voltar da licença-maternidade
02/09/2026
(Foto: Reprodução) Policiais atiram contra mulher que esfaqueou 2 na Times Square, em NY
Erin Piacenti, de 32 anos, vice-presidente do Bank of America que morreu num ataque a faca na região da Times Square, em Nova York, havia dado à luz a uma menina cinco meses antes e havia acabado de voltar ao trabalho após sua licença-maternidade.
A executiva foi morta em um ataque aparentemente aleatório e sem motivo, afirmaram autoridades que investigam o caso na terça-feira (1º).
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Piacentini, vice-presidente da área de seleção de negócios e conflitos de interesses do banco, estava em sua primeira semana de retorno ao trabalho. Recentemente, ela havia feito um post em suas redes sociais sobre se sentir grata por ter passado os últimos meses com a filha recém-nascida, segundo o jornal "The New York Times".
A reportagem do "NYT" afirma que ela estava próxima à bilheteria quando foi atacada pela mulher de 49 anos, a qual aparentava estar em surto. Ela chegou a ser levada ao hospital Bellevue, mas não resistiu aos ferimentos.
Em comunicado, o Bank of America lamentou a morte da funcionária.
“Estamos chocados e profundamente tristes com a trágica perda de nossa colega. Ela era uma colega de equipe muito valorizada, de quem sentiremos muita falta. Nossos pensamentos estão com sua família e todos os seus entes queridos”, afirmou o banco.
O escritório do Bank of America em Manhattan fica a poucos passos da Times Square. O banco também possui outros centros financeiros espalhados pela cidade de Nova York, um dos principais centros financeiros dos Estados Unidos.
Erin se formou em direito pela Fordham Law School em 2021, com o marido, Frank Piacenti, segundo a universidade de Nova York. Em comunicado, a instituição afirmou estar profundamente abalada com a morte da ex-aluna.
Suspeita foi morta
Vice-presidente do Bank of America Erin Piacenti e autora de ataque com faca na Times Square
Reprodução
A suspeita de atacar a executiva, Pamela Cisneros, de 49 anos, foi morta por policiais minutos após o ataque. Antes de atacar Erin, ela esfaqueou um homem de 68 anos, que sobreviveu e está em condição estável.
Segundo a polícia, Pamela tinha histórico de problemas de saúde mental.
O irmão dela, Patrick Peralta, afirmou ao site de notícias de Nova York Gothamist que a mulher enfrentava problemas psiquiátricos havia décadas, mas não era agressiva.
Segundo ele, Pamela era divorciada e mãe de três filhos. O homem disse que a mulher tomava medicamentos e vinha apresentando melhora nos últimos anos.
Peralta afirmou ainda que a irmã trabalhava de forma intermitente em um escritório de advocacia e que a viu pela última vez no início de agosto, durante uma reunião de família para comemorar um aniversário.
Segundo ele, Pamela conversou com a própria mãe, por telefone, no sábado e disse que estava bem. Dois dias depois, a família sobre do ataque pela televisão.
“Realmente não sabemos como expressar ou explicar por que isso aconteceu”, disse ele ao Gothamist, ao manifestar solidariedade à família de Erin e ao homem ferido.
O ataque
Polícia de Nova York interditou área da Times Square após mulher esfaquear duas pessoas e ser baleada
Angela Weiss/AFP
Segundo a comissária da Polícia de Nova York, Jessica Tisch, Pamela retirou duas facas de uma sacola de compras, esfaqueou o homem e, em seguida, atacou Piacenti.
Vídeos feitos por pessoas que estavam no local mostram policiais cercando a suspeita enquanto ela segurava duas facas grandes. As imagens mostram que, quando os agentes usaram um taser, ela balançou as facas e caminhou rapidamente na direção dos policiais.
Diante da ameaça, dois policiais atiraram contra a mulher, segundo a polícia.
Tisch afirmou que os agentes tentaram convencer a mulher a largar as facas durante vários minutos antes de usar o taser. Segundo ela, a suspeita disse que não largaria as armas e que “preferia matar” os policiais.
“A investigação continua a cargo da Divisão de Investigação da Força da Polícia de Nova York”, informou a NYPD em comunicado.
Outros ataques
Luigi Mangione é acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare, em Nova York, em dezembro de 2024
Steven Hirsch/Pool via REUTERS
O caso aconteceu após um alto executivo da Blackstone ser morto a tiros no ano passado, quando um atirador armado com um fuzil invadiu o saguão de um prédio de luxo no centro de Manhattan e abriu fogo.
No fim de 2024, o então CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, foi morto a tiros ao sair de um hotel em Nova York. O suspeito, Luigi Mangione, foi preso dias depois, em um caso que repercutiu em todo o mundo.
Em 2022, um funcionário de 48 anos do Goldman Sachs foi baleado e morto em um ataque aleatório e sem motivo aparente enquanto viajava de trem do Brooklyn para Lower Manhattan.
Os índices de criminalidade de Nova York vêm sendo alvo de atenção há anos. No mês passado, a NYPD informou ter registrado os menores números de tiroteios, vítimas de tiroteios e homicídios nos primeiros sete meses do ano e também no mês de julho.
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