Família processa resort nos EUA por servir chocolate quente muito quente
19/03/2026
(Foto: Reprodução) Família processa resort nos EUA após menina sofrer queimaduras com chocolate quente
Bruno Tadashi/Senac PR/Heavenly Mountain Resort
Uma família entrou com um processo nos Estados Unidos contra um resort de esqui após a filha de cinco anos sofrer queimaduras ao derramar chocolate quente sobre o corpo.
A ação foi apresentada no estado da Califórnia. Segundo o processo, Brittany Burns e Joshua Moran Burns estavam esquiando com a filha na manhã de um dia de inverno quando decidiram parar em um café do luxuoso Heavenly Mountain Resort.
De acordo com a acusação, após colocar chantili na bebida, um funcionário teria entregado o chocolate quente diretamente à criança e sem tampa. Ao tentar beber, o líquido — descrito no processo como “excessivamente e desnecessariamente quente” — teria derramado dentro da roupa da menina, causando queimaduras no peito e no abdômen.
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A família pede indenização por despesas médicas, perdas financeiras e “perda de prazer na vida”. O processo afirma que houve negligência por parte da equipe do resort.
“Eles sabiam ou deveriam saber que esse tipo de bebida quente tem grande potencial para causar incidentes e lesões”, diz a ação judicial.
Roger Dreyer, advogado que representa a família Burns, destacou que a criança tem cicatrizes permanentes por causa do incidente ocorrido há dois anos.
Segundo ele, embora frequentadores de resorts de esqui assumam certos riscos do esporte, o caso é diferente.
“Você não espera que o chocolate quente seja preparado a uma temperatura imprópria para consumo humano”, disse ao jornal San Francisco Chronicle.
Procurada, a empresa Vail Resorts, proprietária do Heavenly Mountain Resort, não comentou o caso.
Processos por queimaduras causadas por bebidas quentes não são incomuns nos Estados Unidos. Em 2024, a rede Starbucks foi condenada a pagar US$ 50 milhões a um cliente que sofreu ferimentos após um incidente com uma bebida quente.
Um dos casos mais conhecidos ocorreu em 1994, quando Stella Liebeck, então com 79 anos, processou a rede McDonald's no estado do Novo México após sofrer queimaduras ao derramar uma bebida quente. A empresa foi condenada a pagar US$ 2,8 milhões, valor que depois foi reduzido em recursos.
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