Governo dos EUA monitora delegação do Irã na Copa de olho em infiltrados da Guarda Revolucionária, diz Rubio

  • 02/06/2026
(Foto: Reprodução)
Marco Rubio participa de uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA sobre a proposta orçamentária de Trump para o Departamento de Estado no ano fiscal de 2027, no Capitólio REUTERS/Kylie Cooper O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a legisladores na terça-feira (2) que os Estados Unidos não permitirão que iranianos com ligações à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) se infiltrem na delegação do país para participar da Copa do Mundo de 2026, que começa este mês. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A seleção iraniana disputará partidas nos Estados Unidos, mas ficará sediada no México durante o torneio. Apesar da guerra que os EUA e Israel lançaram contra o Irã no final de fevereiro, Rubio afirmou que Washington não tem "nenhum problema" com a entrada da seleção iraniana e de sua comissão técnica no país. "O que não vamos permitir é que eles incorporem à delegação um grupo de pessoas que sabemos não ter nenhuma relação com atletismo e que possuem vínculos com a IRGC ou coisas do gênero. Portanto, vamos monitorar isso muito de perto", disse Rubio em uma audiência na Comissão da Câmara dos Representantes. Agora no g1 Jogadores do Irã já serviram à Guarda Revolucionária Para participar da Copa do Mundo de 2026, a seleção do Irã fez uma série de exigencias — entre elas, a concessão de vistos americanos para dois ex-integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Tanto o atacante iraniano Mehdi Taremi quanto o defensor Ehsan Hajsafi já tiveram que cumprir serviço militar na IRGC. Taremi, que é tido como a principal esperança de gols da seleção iraniana, serviu na Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em Bushehr, sua cidade natal, entre 2010 e 2012. O serviço militar é obrigatório no Irã. Jogadores de futebol nascidos no país, porém, podem ingressar em times afiliados aos militares por meio de isenções esportivas, como o Malavan Anzali e o Fajr Sepasi. Taremi e Hajsafi, no entanto, seguiram um caminho diferente. O serviço militar cumprido fora do ambiente protegido dos clubes ligados às Forças Armadas passou a ameaçar a participação deles na Copa do Mundo. Isso acontece porque o Departamento de Estado dos EUA impõe restrições rigorosas a indivíduos com ligações com organizações classificadas pelo país como terroristas estrangeiras. A lista inclui a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). “Todos os jogadores e membros da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica ou IRGC, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem qualquer problema”, disse o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj. *Com informações da Reuters. Seleção do Irã. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/02/goverdno-dos-eua-monitora-delegacao-do-ira-na-copa-de-olho-em-infiltrados-da-guarda-revolucionaria-diz-rubio.ghtml


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