Governo Trump estima que bloqueio no Golfo de Omã já custa US$ 4,8 bilhões ao Irã, diz site

  • 01/05/2026
(Foto: Reprodução)
Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em 11 de março de 2026, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos. AP/Altaf Qadri, Arquivo O governo do presidente Donald Trump estima que o Irã deixou de arrecadar US$ 4,8 bilhões em receitas de petróleo devido às restrições impostas pelos Estados Unidos no Golfo de Omã, o que tem intensificado a pressão econômica sobre Teerã. A informação é do site de notícias americano Axios. A medida é a principal e mais recente estratégia de pressão de Trump para tentar negociar o fim da guerra com o Irã. Ao divulgar os dados, o Departamento de Defesa dos EUA busca mostrar o impacto dessa ação enquanto as negociações de paz seguem sem um acordo definitivo. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O presidente americano iniciou a operação na região do Golfo de Omã em 13 de abril. A área fica ligada ao Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa 20% do petróleo global — e se conecta ao Mar Arábico, que dá acesso ao Oceano Índico. A ação da Marinha dos EUA foi adotada após o Irã restringir o tráfego no Estreito de Ormuz. Na prática, a passagem nunca foi totalmente interrompida: navios ligados a Teerã continuaram a cruzar a região, enquanto outras embarcações enfrentaram limitações. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 A estratégia do presidente norte-americano de bloquear a passagem de navios ligados a Teerã segue a lógica de pressão econômica adotada em outros contextos, como no caso da Venezuela neste ano. Segundo o portal Axios, a chave da campanha de pressão dos EUA é forçar o Irã a atingir sua capacidade máxima de armazenamento, o que levaria ao fechamento de poços de petróleo. “Eles provavelmente estão a várias semanas — ou talvez até um mês — de esgotar a capacidade de armazenamento”, disse Gregory Brew, analista da Eurasia Group, ao Axios. Ao impedir ou dificultar a circulação de petroleiros, os EUA atingem uma das principais fontes de receita do Irã, já que o petróleo responde por cerca de 10% a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A escalada das tensões e as incertezas em torno do Estreito de Ormuz impulsionaram o preço do petróleo, que já acumula alta de mais de 50% desde o início da guerra entre EUA e Irã. Na tarde desta sexta-feira (1º), o barril do tipo Brent, referência global, era cotado a US$ 109,12. Bloqueio ao Estreito de Ormuz Editoria de Arte/g1 Trump se diz 'insatisfeito' Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que não está satisfeito com a mais recente proposta de acordo de paz do regime iraniano. “Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse. "Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito. Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo", acrescentou. Trump também afirmou a repórteres que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos EUA, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã. Na noite de quinta-feira (30), o Irã entregou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA. O frágil cessar-fogo de três semanas entre os EUA e o Irã parece ainda estar sendo mantido, embora ambos os países tenham trocado acusações de violações. Manobra no Congresso Também nesta sexta, Trump informou ao Congresso que as hostilidades com o Irã “foram encerradas”, apesar de tropas americanas manterem um bloqueio naval contra o país, o que é considerado ato de guerra pelo direito internacional. Na prática, a medida tenta contornar o prazo legal que terminou na quinta-feira para que o Congresso autorizasse a continuidade da guerra. Nos EUA, o presidente pode iniciar ações militares sozinho, mas precisa do aval do Congresso em até 60 dias para manter o conflito. Como o Congresso não votou o tema, o governo passou a afirmar que a regra não se aplica porque o conflito teria terminado com um cessar-fogo iniciado no começo de abril. “As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, escreveu Trump ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley. Ainda na carta, o próprio presidente indicou que a crise está longe do fim. Ele justificou a permanência de militares no Oriente Médio ao afirmar que o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos EUA e às Forças Armadas. * Com informações da Associated Press

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/01/bloqueio-no-golfo-de-oma-impactos.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes