Governo Trump exige dados de eleitores para retirar agentes do ICE de Minneapolis, diz secretário de Minnesota: 'Coação ultrajante'

  • 26/01/2026
(Foto: Reprodução)
Agentes federais em local onde houve tiroteio em Minneapolis neste sábado (24/1) Abbie Parr/AP O Departamento de Justiça dos Estados Unidos exigiu que o governo de Minnesota entregue os dados dos eleitores do estado para recuar seus agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em Minneapolis, denunciaram autoridades locais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Gregory Bovino, o rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis A demanda foi feita em meio a uma escalada de tensões de agentes do ICE e a população de Minneapolis, que resultou em protestos, confrontos nas ruas da cidade e em duas mortes. Em uma delas, no sábado, um enfermeiro que protestava contra a agência foi morto a tiros enquanto mobilizado. Em outra, no início de janeiro, um agente matou, também a tiros, uma mulher durante uma abordagem em uma rua de bairro. (Leia mais abaixo) "Em 24 de janeiro de 2026, a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, enviou uma carta ao governador de Minnesota, Tim Walz. A terceira solicitação da carta era permitir que a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) tivesse acesso às 'listas de eleitores' de Minnesota. (...) A resposta à solicitação da Procuradora-Geral Bondi é não. Sua carta é uma tentativa ultrajante de coagir Minnesota a fornecer ao governo federal dados privados de milhões de cidadãos americanos, em violação à lei estadual e federal", afirmou o Secretário de Estado de Minnesota, Steve Simon. A carta do Departamento de Justiça de Trump levantou dúvidas sobre os objetivos da Casa Branca na investida contra Minnesota. O ICE realiza desde dezembro uma ampla operação nas cidades de Minneapolis e Saint Paul —elas são conurbadas e chamadas "Cidades-Irmãs"— com foco anti-imigração, segundo o Departamento de Segurança Interna. Homem é morto a tiros por agente federal de imigração nos EUA A truculência dos agentes do ICE na operação, no entanto, causou uma revolta popular em Minneapolis, que teve amplas manifestações contra a mobilização federal, confrontos entre civis e agentes. Duas pessoas com a população causaram 2 mortes. Criança como 'isca', ameaças e intimações: a disputa entre Trump e Minnesota após manifestante ser morta pelo ICE Minnesota é um estado que elegeu candidatos democratas nas últimas 10 eleições presidenciais, desde a década de 1980. Tanto Joe Biden, em 2020, quanto Kamala Harris, em 2024, bateram Trump nas urnas locais. O estado, atualmente governado pelo democrata Tim Walz, terá eleições para governador em novembro —historicamente, democratas e republicanos alternaram o Executivo de Minnesota. O governo Trump não se manifestou oficialmente sobre a resposta do secretário Simon até a última atualização desta reportagem. Na carta enviada ao governo de Minnesota, Pam Bondi acusou a gestão de Walz de "se recusar a fazer cumprir a lei" e apoiar os agentes do ICE e fez três exigências para "restaurar o Estado de direito e pôr fim ao caos em Minnesota": Compartilhar com o governo federal todos os registros dos cidadãos de Minnesota inscritos nos programas Medicaid e de Alimentação e Nutrição; Revogar "políticas de santuário" —como são chamadas as cidades dos EUA que têm políticas inclusivas para imigrantes—, permitir que o ICE entreviste prisioneiros para determinar seu status migratório e, se necessário, deportá-los; Compartilhar com o governo federal as listas de eleitores de Minnesota para "garantir eleições justas e livres e aumentar a confiança no Estado de direito". Pam Bondi tinha a carta em mãos durante uma entrevista à TV "Fox News" no sábado, horas após o enfermeiro Alex Pretti ter sido morto por agentes do ICE. Ela chamou o documento de "uma carta com linguagem muito forte" e acusou o governo de Minnesota de proteger assassinos e estupradores. Perguntada se haveria alguma consequência ao estado caso as autoridades locais não cooperassem com o governo Trump, ela disse "veremos sua resposta, esta é uma situação fluida". ICE x população em Minneapolis Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis A operação do ICE em Minneapolis ganhou a atenção dentro e fora dos EUA quando uma cidadã norte-americana, Renee Nicole Good, foi morta a tiros por um agente de imigração em 7 de janeiro durante uma abordagem. Ela dirigia um carro que o agente alegou ter avançado contra ele, e autoridades do governo Trump e o próprio presidente reforçaram essa narrativa. Vídeos do incidente mostram, no entanto, que o agente Jonathan Ross não foi acertado pelo veículo antes do disparo. A morte de Renee gerou protestos em larga escala em Minneapolis, e diversas autoridades, como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, exigiram a saída do ICE da cidade. A agência opera na chamada "Operation Metro Surge", iniciada em dezembro de 2025 na cidade. Comunidades somalis relataram detenções de cidadãos legais. Em 24 de janeiro de 2026, o enfermeiro Alex Pretti morreu em tiroteio com a Patrulha de Fronteira durante batida do ICE. Pretti, de 42 anos, atendia uma clínica comunitária e interveio para proteger pacientes. O caso levou a greves de professores, fechamento de escolas e ações judiciais de Minnesota contra o governo federal.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/26/minneapolis-governo-trump-exige-dados-eleitores-minnesota-para-retirar-ice.ghtml


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