Guerra EUA-Irã: governo comemora cessar-fogo, pede menos 'retórica' e defende extensão para o Líbano

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
Bombardeio israelense destrói área residencial em Beirute O Ministério das Relações Exteriores divulgou um comunicado nesta quarta-feira (8) no qual comemorou o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, pediu que os países evitem se engajar em ações "retóricas" e ainda defendeu a inclusão do Líbano no acordo. O posicionamento do governo brasileiro foi emitido um dia após o governo de Donald Trump e o regime dos aiatolás chegarem a um consenso, de duas semanas, sobre o Estreito de Ormuz, região controlada pelo Irã por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Trump havia dito em uma rede social que uma civilização inteira iria "morrer". "Expressa satisfação com a perspectiva de negociações para estabelecimento de acordo de paz abrangente", diz a nota do governo. "A fim de resguardar um ambiente que conduza à redução de tensões e evite nova escalada, o Brasil conclama as partes a não se engajarem em ações de natureza militar ou retórica", acrescentou. O anúncio do governo faz parte de uma onda de manifestações da comunidade internacional ao anúncio de cessar-fogo na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. No entanto, cresceram os apelos para que a trégua também inclua o Líbano, algo que no momento está sendo contestado pelo governo israelense. O Brasil também pediu a inclusão do Líbano no acordo. O país tem sido alvo de ataques do governo de Israel em razão da guerra entre o governo de Benjamin Netanyahu e o grupo terrorista Hezbollah. Nesta quarta, Israel atacou o Líbano alegando ter atingido somente alvos ligados ao grupo terrorista. Diversos feridos no ataque foram levados a hospitais em Beirute. "Em decorrência dos intensos ataques israelenses, [o Líbano] vive grave crise humanitária, assolado por centenas de mortes, incluindo de civis, assim como por deslocamento forçado de parte significativa de sua população", acrescentou o governo brasileiro. ➡️ Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária. Da esquerda para a direita: embaixador Maurício Carvalho Lyrio, sherpa do Brasil no Brics; ministro Mauro Vieira; e embaixador Ricardo de Souza Monteiro Itamaraty/Divulgação Embaixadas emitem alertas Nos últimos dias, embaixadas do Brasil em países como Emirados Árabes e Bahrein emitiram alertas para que cidadãos brasileiros nesses países tomem alguns cuidados, em razão do aumento da tensão no Oriente Médio. "O conflito regional dá sinais de escalada e não há como prever sua evolução. [...] Nesse contexto, a embaixada recomenda aos nacionais brasileiros avaliar, em caráter individual, a conveniência de deixar o país", publicou em uma rede social a embaixada brasileira no Bahrein, por exemplo. O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8) e ameaçou romper o cessar-fogo anunciado na terça (7), caso o Exército israelense não interrompa os ataques ao Líbano, segundo agências estatais iranianas. Além disso, o Irã prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta", segundo fontes ouvidas pelas agências estatais Tasnim e PressTV. Por que o Líbano faz parte da guerra? O país tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo extremista Hezbollah, aliado do Irã que atua no país que lançou ataques contra o território israelense. Alegando a proteção de seu território, Israel invadiu o sul do Líbano, tomando o controle militar de todo o território do país vizinho até o rio Litani. Ataques aéreos também foram realizados contra a capital, Beirute, e o Vale do Beqaa, no leste do país. Segundo o governo libanês, mais de 1.500 pessoas morreram em ataques israelenses no país desde o início do conflito, e outras 4.800 ficaram feridas. - Esta reportagem está em atualização.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/08/guerra-eua-ira-governo-comemora-cessar-fogo-pede-menos-retorica-e-defende-extensao-para-o-libano.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes