Hantavírus: testes feitos em pacientes suspeitos na Itália e na Espanha dão negativo; OMS afasta risco de pandemia
13/05/2026
(Foto: Reprodução) Fantástico tira todas as dúvidas sobre o hantavírus
Dezessete pessoas monitoradas na Itália e na Espanha por suspeita de infecção por hantavírus testaram negativo, informaram os ministérios da Saúde dos dois países nesta quarta-feira (13), enquanto governos ao redor do mundo acompanham a disseminação do vírus.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou na terça-feira (12) que novos casos devem surgir a partir do surto identificado em um cruzeiro de luxo durante uma expedição polar que partiu da Argentina.
A OMS ressaltou que a situação não se compara à Covid-19 e não configura uma pandemia.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas, em casos raros, pode passar de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário contato próximo. O período de incubação pode chegar a cerca de seis semanas, e tripulantes, passageiros e pessoas que tiveram contato com eles foram colocados em quarentena em vários países europeus.
Reprodução de imagem do hantavírus visto por um microscópio.
CDC/Cynthia Goldsmith
Quarentena
Três pessoas morreram desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão.
Ministros da Saúde de alguns países europeus se reuniriam na tarde desta quarta para compartilhar informações e coordenar a resposta ao vírus, disse ao Parlamento francês a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.
O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças recomendou quarentena de seis semanas para todos os passageiros assintomáticos do cruzeiro original, até 21 ou 22 de junho, dependendo da data em que deixaram o navio.
A OMS elevou para nove o número de casos confirmados no surto e informou ainda duas suspeitas: uma pessoa que morreu antes de ser testada e outra na ilha de Tristan da Cunha, território remoto no Atlântico Sul onde não havia testes disponíveis.
Até agora, todos os casos são considerados ligados à viagem de cruzeiro ou a infecções ocorridas antes do embarque.
Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus.
AFP
Testes
Na Itália, exames foram realizados em uma turista argentina internada com pneumonia, em um homem da região da Calábria que estava em isolamento voluntário, em um turista britânico localizado em Milão e em uma pessoa que viajava com ele. Dois deles tiveram contato com uma mulher holandesa que morreu posteriormente em decorrência do vírus.
Todos os testes deram negativo, informou o Ministério da Saúde italiano em comunicado.
“O risco relacionado ao vírus permanece muito baixo na Europa e, portanto, também na Itália”, afirmou a pasta.
Na Espanha, novos testes PCR feitos em 13 espanhóis em quarentena em um hospital militar de Madri também tiveram resultado negativo, disse o representante do Ministério da Saúde Javier Padilla à emissora TVE.
O homem que havia testado positivo anteriormente apresentou dificuldades respiratórias durante a noite, mas seu quadro agora é estável.
Na França, a ministra Stéphanie Rist afirmou esperar ainda nesta quarta os resultados de exames realizados em 22 pessoas que tiveram contato com alguém infectado pelo vírus.
A busca por novos casos pode durar meses, já que o período de incubação pode chegar a cerca de seis semanas, afirmou à Reuters na terça-feira Arnaud Fontanet, chefe do departamento de Epidemiologia de Doenças Emergentes do Instituto Pasteur, na França.
Apesar disso, segundo ele, como o vírus não é transmitido facilmente, o total de novos casos deve se limitar a algumas dezenas.afirmou na terça-feira (12) que novos casos ainda podem surgir, mas ressaltou que o cenário não se compara à pandemia de Covid-19.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas pode passar de pessoa para pessoa em casos raros, geralmente após contato próximo. O período de incubação pode durar cerca de seis semanas.
Tripulantes, passageiros e pessoas que tiveram contato com os infectados foram colocados em quarentena em vários países europeus.
VÍDEO mostra capitão anunciando morte de passageiro em navio com surto de hantavírus
Reuters
Até agora, três pessoas morreram desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão.
Ministros da Saúde de alguns países da Europa se reuniriam nesta quarta para compartilhar informações e coordenar a resposta ao vírus, disse a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.
O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças recomendou quarentena de seis semanas para todos os passageiros assintomáticos do cruzeiro original, até os dias 21 ou 22 de junho, dependendo da data em que deixaram o navio.
A OMS elevou para nove o número de casos confirmados ligados ao surto, além de dois casos suspeitos: uma pessoa que morreu antes de ser testada e outra na ilha de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, onde não havia testes disponíveis.
Segundo a entidade, todos os casos conhecidos até agora foram contaminados durante a viagem ou antes do embarque.
Na Itália, exames foram realizados em um turista argentino internado com pneumonia, um homem da região da Calábria que estava isolado voluntariamente, um turista britânico localizado em Milão e uma pessoa que viajava com ele. Dois deles tiveram contato com uma mulher holandesa que morreu após contrair o vírus.
Todos os testes deram negativo, informou o Ministério da Saúde italiano.
“O risco relacionado ao vírus continua muito baixo na Europa e, portanto, também na Itália”, afirmou a pasta em comunicado.
Na Espanha, novos testes PCR feitos em 13 espanhóis em quarentena em um hospital militar de Madri também deram negativo, informou Javier Padilla, representante do Ministério da Saúde, à emissora TVE.
O homem que havia testado positivo anteriormente teve dificuldades respiratórias durante a madrugada, mas seu estado é estável.
Na França, a ministra Stéphanie Rist afirmou que aguardava ainda nesta quarta os resultados dos exames feitos em 22 pessoas que tiveram contato com alguém infectado.
Especialistas afirmam que a busca por novos casos pode durar meses devido ao longo período de incubação do vírus.
Arnaud Fontanet, chefe de epidemiologia de doenças emergentes do Instituto Pasteur, afirmou à Reuters que, como o vírus não é facilmente transmissível entre humanos, a expectativa é de que o total de casos adicionais fique limitado a algumas dezenas.