INFOGRÁFICO: como funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz
12/03/2026
(Foto: Reprodução) O que são minas navais e por que elas podem piorar a guerra no Oriente Médio
O Irã colocou ao menos 12 minas navais no Estreito de Ormuz, informou a agência Reuters nesta quarta-feira (11). A medida ameaça navios comerciais que transportam principalmente petróleo e gás natural liquefeito.
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▶️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica.
Após o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã afirmou que estava fechando o estreito e ameaçou atacar embarcações que tentassem fazer a travessia.
Diante da ameaça, o tráfego marítimo na região caiu drasticamente.
Nesta semana, a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã poderia minar a área com minas navais.
Os explosivos ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.
💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.
Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.
Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.
Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.
De acordo com análises do Strauss Center, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria. O estudo aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa.
Essa mina permanece no fundo do mar e dispara uma espécie de foguete em direção ao alvo quando detecta a passagem de uma embarcação.
Segundo o estudo, a capacidade iraniana de instalar minas desse tipo em grande escala é limitada, já que o país teria apenas três submarinos apropriados para lançar o modelo.
Diante disso, o Irã poderia usar embarcações pequenas para posicionar minas mais simples.
Entenda os tipos de minas navais
Alberto Correa/g1
Ainda de acordo com o Strauss Center, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.
O uso de minas marítimas é regulamentado pela Convenção de Haia de 1907.
O tratado proíbe que países instalem minas de contato perto da costa ou de portos inimigos com o objetivo de bloquear o tráfego de embarcações comerciais.
O Estreito de Ormuz já foi minado no passado. Na década de 1980, durante a fase final da guerra entre Irã e Iraque, explosivos foram espalhados pela região.
EUA atacam barcos
EUA destroem navios iranianos com minas no Estreito de Ormuz
Na terça-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima.
“Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, afirmou.
O presidente disse ainda que os Estados Unidos monitoram a região e destruirão qualquer embarcação usada para minar o Estreito de Ormuz.
Pouco depois, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que atacou vários barcos iranianos ao longo da terça-feira.
Entre os alvos estariam 16 embarcações usadas para transportar minas navais.
As tensões no Estreito de Ormuz fizeram o preço do barril de petróleo disparar. O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira que o mundo deve se preparar para a possibilidade de a cotação chegar a US$ 200.
Na segunda-feira (9), Trump afirmou em entrevista que avaliava tomar o controle do Estreito de Ormuz. Ele disse ainda que poderia destruir o Irã caso o país tentasse interferir na região.
“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou.
Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014
David Krigbaum/US Navy
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