Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país

  • 20/04/2026
(Foto: Reprodução)
A ação militar dos EUA e de Israel causou destruição no Irã desde o início da guerra, em fevereiro GETTY IMAGES Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será "muito afetada", enquanto 25%, "um pouco". Aqueles que consideram que "não afetará "a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%. O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%). Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos. Preço do combustível Vai afetar muito: 76%; Vai afetar um pouco: 16%; Não vai afetar: 4%; Não sabe/não respondeu: 4%. Preço dos alimentos Vai afetar muito: 68%; Vai afetar um pouco: 23%; Não vai afetar: 6%; Não sabe/não respondeu: 4%. Inflação Vai afetar muito: 68%; Vai afetar um pouco: 21%; Não vai afetar: 5%; Não sabe/não respondeu: 5%. Preço do gás Vai afetar muito: 67%; Vai afetar um pouco: 22%; Não vai afetar: 7%; Não sabe/não respondeu: 5%. Economia brasileira de modo geral Vai afetar muito: 65%; Vai afetar um pouco: 25%; Não vai afetar: 6%; Não sabe/não respondeu: 5%. Relação do Brasil com outros países Vai afetar muito: 47%; Vai afetar um pouco: 29%; Não vai afetar: 16%; Não sabe/não respondeu: 8%. Segundo Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados. A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril e entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Neutralidade brasileira Quanto ao posicionamento diplomático, o levantamento mostra que 83% da população defende que o Brasil adote uma postura neutra no conflito. O apoio explícito ao bloco liderado por Estados Unidos e Israel soma 10%, enquanto a adesão à posição do Irã é de 2%. Não sabem ou não responderam foram 5%. A percepção de neutralidade é acompanhada por uma visão crítica sobre o início das hostilidades, segundo a Ipsos-Ipec: 64% dos entrevistados consideram que o ataque conjunto de EUA e Israel em 28 de fevereiro — que resultou na morte do líder supremo iraniano — foi "totalmente desnecessário" ou "desnecessário". Segurança e preocupação humanitária O levantamento também mediu o nível de receio da população com a segurança nacional do país. Para 67% dos brasileiros, o conflito representa um risco à segurança do Brasil. No campo humanitário, 75% demonstram preocupação com a segurança de suas próprias famílias e 70% com a vida de brasileiros que residem no Oriente Médio. O temor se estende aos civis da região: 57% se dizem preocupados com israelenses e 55% com iranianos.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/20/ipsos-ipec-90percent-dos-brasileiros-acreditam-que-conflito-entre-eua-israel-e-ira-tera-impacto-na-economia-do-pais.ghtml


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