Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Navio passa pelo estreito de Ormuz
REUTERS/Hamad I Mohammed/File Photo
O Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht Ravanchi, nesta quinta-feira (12), enquanto a via permanece efetivamente fechada durante a guerra com os Estados Unidos e Israel.
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Teerã mantémum bloqueio ao estreito para navios, mas o vice-ministro declarou, em entrevista à AFP, que alguns países solicitaram permissão para usar essa via e que o Irã "cooperou com eles".
"Acreditamos que os países que se uniram à agressão não devem se beneficiar da passagem segura pelo Estreito de Ormuz", enfatizou Takht Ravanchi, que negou os relatos de que a república islâmica teria colocado minas nessa passagem estratégica para o trânsito de petróleo e gás.
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Apesar da declaração, em sua 1ª declaração após ser escolhido como o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz precisa ser mantido porque é um "instrumento de pressão contra o inimigo".
Ainda à AFP, o vice-ministro também explicou que o Irã quer garantir que não seja forçado a outra guerra no futuro.
"Quando a guerra começou em junho do ano passado, após 12 dias houve uma suposta cessação das hostilidades... mas depois de oito ou nove meses, eles se reagruparam e fizeram tudo de novo", disse, referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.
"Não queremos ser tratados assim novamente no futuro", enfatizou.
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Após a guerra de 12 dias em junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro deste ano, matando seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e desencadeando uma guerra que se espalhou por todo o Oriente Médio.
O Irã respondeu atacando interesses israelenses e americanos em toda a região.
"Antes do início da guerra, em diversas ocasiões, informamos nossos vizinhos de que, se os Estados Unidos agredissem o Irã, todos os ativos e bases americanas seriam alvos legítimos para o Irã", declarou Takht Ravanchi.
"Estamos agindo em legítima defesa. Continuaremos agindo em legítima defesa enquanto for necessário", afirmou.