Irã eleva tensão e diz que bases e tropas dos EUA são 'alvos legítimos' se Trump intervier em protestos

  • 02/01/2026
(Foto: Reprodução)
Trump ameaça intervir no Irã por causa de repressão a protestos O chefe do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse nesta sexta-feira (2), que as bases e tropas dos EUA no Oriente Médio são "alvos legítimos" de ataques do Irã se Donald Trump realmente intervier na reação do governo a manifestantes no país. O presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta que o EUA podem agir caso o governo do Irã use violência letal contra manifestantes que fazem protestos pelo país desde o início da semana. "O desrespeitoso presidente americano deve saber que, com essa admissão oficial, todos os centros e forças americanas em toda a região serão nossos alvos legítimos em resposta a qualquer possível aventura; os iranianos estão sempre unidos e determinados a agir contra o inimigo agressor", escreveu Ghalibaf nas redes sociais. Na mensagem, ele acusa serviços de inteligência estrangeiros de transformar protestos populares legítimos em batalhas urbanas violentas para desestabilizar o regime iraniano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump disse que os EUA estão “prontos para agir” se pessoas que protestam de forma pacífica forem mortas. A declaração de Trump ocorre após a morte de sete pessoas durante uma onda de protestos no Irã, considerados os maiores dos últimos três anos. As manifestações começaram por conta da crise econômica no país e acabaram se tornando violentas em várias regiões (leia mais abaixo). Após a ameaça de Trump, o governo do Irã se manifestou e disse que qualquer intervenção dos EUA ao país do Oriente Médio é uma "linha vermelha". O Ministro de Relações Exteriores do Irã já havia afirmado que seu país "não aceitará nenhuma interferência externa". CRISE, INFLAÇÃO ALTA, GUERRA: o que está por trás das manifestações no Irã que já deixaram 7 mortos Onda de protestos Os protestos tiveram início no domingo (28), quando comerciantes passaram a reclamar da condução da economia pelo governo, especialmente da forte desvalorização da moeda local e do aumento dos preços. Os protestos ganharam força na segunda-feira (29), quando centenas de pessoas saíram às ruas para reclamar da crise econômica e do alto custo de vida. Em Teerã, comerciantes aderiram às manifestações e fecharam lojas em sinal de protesto. Com o apoio de estudantes, os atos se espalharam para outras regiões do país. Diante da pressão, o governo do presidente Masoud Pezeshkian informou que abriu um canal de diálogo com representantes da sociedade para ouvir as reivindicações da população. “Reconhecemos oficialmente os protestos. Ouvimos essas vozes e sabemos que isso tem origem na pressão natural provocada pelas dificuldades no sustento da população”, afirmou a porta-voz do governo na terça-feira. A economia iraniana enfrenta dificuldades há anos. Um dos principais motivos foi a volta das sanções dos Estados Unidos em 2018, depois que Trump, em seu primeiro mandato, decidiu retirar o país do acordo nuclear internacional. Manifestantes marcharam no centro de Teerã, Irã, contra a situação econômica do país, em 29 de dezembro de 2025 Fars via AP

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/02/ira-diz-que-bases-e-tropas-dos-eua-na-regiao-sao-alvos-legitimos-se-trump-intervir-nos-protestos.ghtml


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