Irã não pode liberar Ormuz porque não sabe onde estão as minas que colocou, dizem membros do governo Trump

  • 11/04/2026
(Foto: Reprodução)
Estreito de Ormuz: imagens mostram tráfego de navios durante a guerra O Irã não tem condições de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz para o tráfego naval porque não sabe onde estão todas as minas navais que colocou no local durante a guerra, segundo autoridades do governo Trump. A informação foi publicada na sexta-feira (10) pelo jornal "The New York Times". A demora do Irã em liberar o tráfego no estreito, que é essencial para o comércio global de petróleo e gás, tem irritado o governo Trump. A retomada do fluxo marítimo foi uma das condições para o cessar-fogo acordado na última terça (7). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (9), em publicação na rede social Truth Social, que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região, e disse que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local. Na prática, poucos navios têm recebido autorização para proceder com a travessia. Petroleiros são vistos na costa de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, acessível do oceano apenas via estreito de Ormuz REUTERS/Amr Alfiky/Foto de Arquivo Teerã indicou que pretende cobrar pedágio para a passagem para cobrir os custos da guerra. Ormuz e o cessar-fogo O acordo de cessar-fogo firmado na terça-feira (7) envolvia a reabertura de Ormuz para o tráfego marítimo, por parte do Irã. Ambas as partes se comprometeram a pausar os combates por duas semanas. Na quarta-feira (8), porém, Teerã voltou a fechar o estreito em resposta aos pesados bombardeios executados por Israel sobre o Líbano. Israel alegou que nem o Líbano, nem o grupo extremista Hezbollah, que atua no país, faziam parte do cessar-fogo — o que contradiz a declaração do Paquistão, que mediou a pausa nos combates. Na prática, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado pelo Irã, que . Nesta quinta, apenas seis navios passaram pela rota, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters. ▶️ O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel. Rota de Larak A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito. As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim. "Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters. "Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou. Minas navais Minas navais, instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz, são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação. Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 David Krigbaum/US Navy 💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações. Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva. Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio. Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores. Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos. Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/11/ira-nao-pode-liberar-trafego-em-todo-o-estreito-de-ormuz-porque-nao-sabe-onde-estao-as-minas-que-colocou-dizem-membros-do-governo-trump.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes