Keiko Fujimori toma posse como nova presidente do Peru com discurso de combate a criminalidade e às mudanças climáticas

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
Keiko Fujimori toma posse como presidente do Peru Keiko Fujimori assumiu a Presidência do Peru nesta terça-feira (28) , em uma sessão solene no Congresso do país. A cerimônia marca o retorno da direita ao poder em Lima e conta com o argentino Javier Milei entre os convidados. Ela é a primeira mulher eleita presidente da história do Peru. Filha do ditador Alberto Fujimori, que governou o país com mão de ferro entre 1990 e 2010, a direitista de 51 anos fez um discurso pedindo pela união interna do país e dizendo que seu governo atenderá a todos. "Viva a reconciliação do Peru", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Keiko Fujimori é a décima presidente do Peru desde 2016. O país viveu uma década de instabilidade política, em que nenhum líder conseguiu completar um mandato completo de cinco anos. Ela anunciou que a segurança pública e o combate às mudanças climáticas serão as prioridades de sua gestão. As Forças Armadas passarão a liderar temporariamente as operações de segurança nos estados com maiores índices de violência e criminalidade, em conjunto com a Polícia Nacional, segundo a líder. A presidente também prometeu ampliar o uso de tecnologia na segurança pública, com medidas como um sistema nacional de videomonitoramento, plataformas de inteligência artificial para antecipar e mapear crimes e novos centros de comando para coordenar as operações. Keiko Fujimori toma posse como presidente do Peru, em cerimônia nesta quarta (28) Guadalupe Pardo/Pool via Reuters Combate às mudanças climáticas Durante seu discurso, a nova presidente afirmou que o governo adotará medidas urgentes para enfrentar os impactos do fenômeno El Niño. Fujimori anunciou que editará decretos de urgência e pedirá ao Congresso poderes para acelerar as ações de resposta. "Para enfrentar os desafios urgentes trazidos pelo fenômeno El Niño, emitiremos decretos de urgência e solicitaremos ao Congresso faculdades delegadas", disse. A presidente também prometeu ampliar os investimentos em infraestrutura para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos. Entre as obras previstas estão a construção de barragens, diques, poços, canais de irrigação, estações de bombeamento e sistemas de abastecimento de água, além da expansão da malha rodoviária do país. Onda azul na América Latina A cerimônia marca o retorno do sobrenome Fujimori à Casa de Pizarro, sede do Executivo peruano, em 26 anos. Keiko saiu vencedora do segundo turno das eleições contra Roberto Sánchez. A votação foi realizada em 7 de junho, mas o resultado oficial só foi divulgado em 3 de julho, após uma contagem apertada que terminou com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos. Esta foi sua quarta candidatura à Presidência do país e a primeira vez em que ela não terminou em segundo lugar no pleito. Nas outras três, ela acabou derrotada também por uma margem mínima de votos. Sánchez indicou que não reconheceria o resultado e afirmou que recorreria a instâncias internacionais. Agora no g1 Em seus discursos de vitória, Keiko Fujimori tem falado em união do país frente à divisão política da sociedade peruana. Os Estados Unidos têm buscado fortalecer as relações com o Peru devido à sua produção de cobre e minerais estratégicos, além de possuir portos no Oceano Pacífico considerados relevantes para a disputa de influência com a China na região. O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, participou da cerimônia de posse e se reuniu com Fujimori em Lima antes do evento. Também estiveram presentes os presidentes Javier Milei, da Argentina, Antonio Kast, do Chile, e Rodrigo Paz, da Bolívia. Milei compareceu também à convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, no último sábado. Em um discurso inflamado em São Paulo, ele valorizou a chamada "onda azul" na América do Sul, que vê a eleição da direita em diferentes países, como a Colômbia e o próprio Peru. País dividido e crise política Keiko assume o comando de um Peru profundamente dividido e mergulhado em uma crise política que se arrasta há mais de uma década, com presidentes destituídos em série. Ela receberá a faixa, inclusive, do presidente interino José María Balcázar Zelada, que foi escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão em fevereiro, após a destituição de José Jerí. A nova presidente também enfrentará um Legislativo fragmentado: sua legenda, a Força Popular, elegeu as maiores bancadas — 41 deputados e 22 senadores —, mas está longe da maioria em ambas as casas, o que exigirá negociações com forças de direita e de centro. Aos 51 anos, Keiko está na política desde a adolescência, quando passou a acompanhar o pai, o ditador Alberto Fujimori, em agendas oficiais. Formada em administração de empresas nos Estados Unidos, ela foi eleita ao Congresso em 2006 com a maior votação já registrada para um parlamentar peruano. Entre 2018 e 2020, chegou a passar cerca de um ano e meio presa no âmbito de investigações sobre suposto financiamento irregular de campanha, caso posteriormente arquivado.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/28/keiko-fujimori-toma-posse-como-nova-presidente-do-peru.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes