Libaneses fogem de Beirute em meio a ataques; mortos no país já passam de 100 e Hezbollah diz que não irá se render

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
Libaneses enfrentam trânsito intenso após ordem de evacuação de Israel em Beirute O número de mortos pelos ataques de Israel ao Líbano já passou de 100 e os alertas de evacuação emitidos pelo Exército israelense levaram pânico aos subúrbios do sul de Beirute, capital do país, nesta quinta-feira (5). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Com novos alertas de evacuação emitidos e tiros sendo ouvidos, os libaneses lotaram as ruas, fugindo de carro e a pé. Em um post na rede social X, um porta-voz militar israelense ordenou que os moradores dos subúrbios do sul se deslocassem para os distritos do leste e do norte. Parte da área indicada como de risco é adjacente ao aeroporto de Beirute. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde libanês nesta quinta, 102 pessoas morreram e 638 ficaram feridas desde segunda-feira (2), quando os primeiros ataques contra o país foram lançados. Israel retomou os bombardeios ao Líbano depois que o grupo extremista Hezbollah lançou mísseis e drones contra o território israelense no domingo (1º) em resposta à ofensiva feita pelo país em parceria com os Estados Unidos contra o Irã, que é seu aliado. A porta-voz militar israelense, Effie Defrin, afirmou que as Forças Armadas de Israel atacaram mais de 250 alvos do Hezbollah em todo o Líbano durante um período de 48 horas. O chefe do Hezbollah, Naim Qassem AL MANAR TV Nesta quinta, o chefe do Hezbollah fez seu primeiro pronunciamento desde que a troca de hostilidades recomeçou. Na TV, Naim Qassem afirmou que o grupo não se renderá "independente dos sacrifícios". "O que Israel fez após o ataque com foguetes não foi uma resposta; pelo contrário, foi uma agressão premeditada. Nossa escolha é enfrentá-los com o máximo de abnegação. Não nos renderemos; nos defenderemos com nossas capacidades e nossa fé, não importando os sacrifícios", afirmou. Reinício dos ataques de Israel ao Líbano Israel intensifica ataques ao Líbano; número de mortos sobe para 56 A retomada da ofensiva israelense ao Líbano começou com operações militares ao longo da fronteira entre os dois países. Na terça-feira (3), o ministro da Defesa, Israel Katz, disse ter autorizado o avanço de tropas para "assumir o controle de posições adicionais no Líbano". "O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira", afirmou Katz em comunicado. Pouco após o pronunciamento de Katz, o Exército israelense disse que está criando uma "zona-tampão" no sul do Líbano. “Na prática, o Comando Norte avançou, assumiu o controle do terreno dominante e está criando uma zona de amortecimento, como prometemos, entre nossos moradores e qualquer ameaça”, disse o porta-voz militar Effie Defrin. As operações terrestres ocorrem em meio a uma maior mobilização de tropas e aparatos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano ocorridas nos últimos dias, o que dá indícios de que Israel pode invadir o país vizinho por terra nas próximas horas ou dias. Israel bombardeia grupo Hezbollah no Líbano Israel está combatendo o grupo rebelde Hezbollah, com o qual tinha um cessar-fogo desde outubro de 2024. A trégua foi quebrada após o grupo libanês ter disparado mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel tem realizado bombardeios contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, que foi atacada na segunda-feira (2) e também nesta terça. Além disso, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado e tem enviado uma parte deles para a fronteira com o Líbano, ao norte. O governo libanês também afirmou que retirou seu Exército de regiões ao sul do país. O confronto Israel x Hezbollah é mais um foco da guerra no Oriente Médio, que se alastrou para além do conflito entre EUA, Israel e Irã, que começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país (leia mais abaixo). As forças israelenses ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, mesma época em que Israel e o Hezbollah assinaram um cessar-fogo em seu conflito. Guerra EUA e Israel x Irã Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel, Irã e países do Golfo. Os EUA informaram no domingo que seis militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/05/libaneses-fogem-beirute-ataques-mortos-passam-100-hezbollah-nao-ira-se-render.ghtml


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