Meloni, da Itália, reconhece derrota de referendo sobre reforma judicial, e diz que não vai renunciar

  • 23/03/2026
(Foto: Reprodução)
Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália Tiziana FABI / AFP A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reconheceu, nesta segunda-feira (23), a derrota de seu governo em um referendo sobre a reforma judicial. O resultado representar um duro golpe para Meloni, que apoiava a mudança, mas ela afirmou que não vai renunciar. Após a apuração de quase todos os votos, o "NÃO" obteve 53,5%, e o "SIM", 46,5%, segundo dados oficiais. Entenda a reforma proposta abaixo. "Os italianos decidiram", publicou no X, onde ressaltou que o resultado não muda seu compromisso de "seguir em frente, com seriedade e determinação". O governo de Giorgia Meloni tinha se empenhado em defender o projeto de reforma, apoiado por parceiros de coalizão no governo de linha dura, enquanto os partidos de oposição se mobilizaram pelo "NÃO". Durante a campanha, a premier, que lidera o país desde 2022, insistiu em que o referendo não tinha relação com sua liderança no governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Daniele Albertazzi, professor de política na Universidade de Surrey, no Reino Unido, considerou o resultado "muito ruim" para a premier: "Significa que perdeu o eleitorado italiano em um tema-chave de seu programa, e em uma das propostas centrais da direita nos últimos 30 anos", afirmou. Este foi o primeiro revés desse tipo para Giorgia Meloni, que liderou uma coalizão de governo estável desde outubro de 2022 e tem pela frente eleições legislativas em 2027. "Sua imagem de invencibilidade já não existe", disse Albertazzi. A participação popular foi relativamente alta para um referendo, de quase 59%. O que a reforma propõe A reforma propõe alterar a Constituição para separar as carreiras de juízes e promotores, além de modificar o funcionamento do Conselho Superior da Magistratura (CSM), responsável pela supervisão dos juízes. Para o governo, a reforma é indispensável à imparcialidade do sistema judicial. Já a oposição a considera uma manobra para influenciar magistrados e a critica por não incluir questões estruturais, como morosidade dos processos e superlotação carcerária. A reforma dividiria o CSM em dois conselhos - um para juízes e outro para promotores - e instituiria um novo tribunal disciplinar composto por 15 membros. Três seriam nomeados pelo presidente da República; outros três sorteados de uma lista elaborada pelo Parlamento; e nove sorteados entre juízes e promotores. A reforma busca também impedir que juízes e promotores alternem entre as duas funções - uma prática atualmente adotada por uma minoria ínfima. Desde 2022, a mudança é permitida apenas uma vez nos primeiros dez anos de suas carreiras. Muitos magistrados consideram que este sistema protege contra interferências políticas; no entanto, defensores da reforma argumentam que relações muito próximas entre juízes e promotores podem prejudicar os acusados. Veja mais: Donald Trump coloca estátua de Cristóvão Colombo na Casa Branca EUA caminham rapidamente para a autocracia, alerta entidade que monitora a saúde da democracia no mundo

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/23/dados-preliminares-de-referendo-sobre-reforma-judicial-na-italia-indicam-reves-para-meloni.ghtml


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