Minas navais: 'Estamos começando a limpar o Estreito de Ormuz', diz Trump
11/04/2026
(Foto: Reprodução) Irã acusa Israel de violar acordo de cessar-fogo e decide bloquear novamente o Estreito de Ormuz
Jornal Nacional/ Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que o país se prepara para "limpar" o Estreito de Ormuz, referindo-se às minas navais colocadas na região pelo Irã, durante a guerra contra os Estados Unidos.
"Estamos começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm coragem ou vontade de fazer esse trabalho por conta própria", escreveu o presidente americano em sua rede social, o Truth Social.
As falas de Donald Trump acontecem em meio ao encontro entre representantes americanos e iranianos no Paquistão, a respeito de um possível acordo de paz entre os países. O presidente americano também aproveitou para reforçar a ideia de que os EUA estão "vencendo" a guerra.
"A mídia de fake news perdeu totalmente a credibilidade — não que já tivesse alguma. Por causa do seu enorme 'Trump Derangement Syndrome' (algo como Síndrome do Descontrole Causado por Trump, em português, eles adoram dizer que o Irã está 'vencendo', quando, na verdade, todo mundo sabe que está PERDENDO — e PERDENDO FEIO!", disse.
Trump acusa Irã de não respeitar acordo no Estreito de Ormuz.
Ele também comentou as perdas das forças iranianas. "A Marinha deles acabou, a Força Aérea acabou, o sistema antiaéreo é inexistente, os radares estão fora de operação, as fábricas de mísseis e drones foram em grande parte destruídas, assim como os próprios mísseis e drones e, mais importante, seus antigos 'líderes' já não estão mais entre nós", comentou.
"A única coisa que ainda têm é a ameaça de que um navio possa esbarrar em uma de suas minas marítimas — sendo que, aliás, todos os 28 barcos lançadores de minas também estão no fundo do mar", continuou.
Mais cedo, Trump disse que um grande número de navios-tanque vazios estavam a caminho do país para carregar petróleo e gás.
“Um número enorme de petroleiros completamente vazios, alguns dos maiores do mundo, está se dirigindo agora aos Estados Unidos para carregar o melhor e mais ‘leve’ petróleo e gás do mundo. Temos mais petróleo do que as duas maiores economias petrolíferas seguintes juntas — e com qualidade superior”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
A declaração foi feita enquanto autoridades de alto escalão dos EUA e do Irã se reúnem neste sábado em Islamabad, com mediação do Paquistão para acordos de paz. Segundo Teerã, há condições que Washington precisa aceitar antes de qualquer negociação direta para encerrar a guerra, que já dura seis semanas.
No início da semana, Trump também disse que o Irã não deveria cobrar taxas de navios que atravessam o Estreito de Ormuz, região atualmente bloqueada e que tem provocado a maior interrupção da oferta global de energia da história.
Estreito de Ormuz
Arte/g1
A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã.
Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto, aumentando o fluxo de navios na região.
No entanto, após a continuação dos ataques de Israel ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelo EUA, o Irã voltou a fechar o estreito.
Segundo autoridades do governo Trump, o país não tem condições de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz porque não sabe onde estão todas as minas navais que colocou no local durante a guerra. A informação foi publicada na sexta-feira (10) pelo jornal "The New York Times".
O presidente americano afirmou na quinta-feira (9), em publicação na rede social Truth Social, que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região, e disse que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local.