Número de mortos pelas enchentes no Nepal sobe para 676; reconstrução pode custar até R$ 26 bilhões
29/08/2026
(Foto: Reprodução) Imprensa americana publica vídeo que mostra o começo da avalanche no Nepal
O número de mortos após as fortes chuvas que atingiram o Nepal subiu para 676, segundo atualização das autoridades de gestão de desastres divulgada neste sábado (29).
O balanço mais recente aponta que 669 pessoas morreram no Nepal. No Tibete chinês, outras sete mortes foram confirmadas, elevando o total para 676 vítimas.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Enquanto isso, cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas entre Nepal e China. São 2.426 desaparecidos no Nepal e 554 no Tibete chinês, entre moradores, turistas, peregrinos e trabalhadores de usinas hidrelétricas. Pelo menos 540 deles são estrangeiros.
Avalanche no Nepal: VÍDEO mostra família ilhada em casa cercada pela enchente
Nepal volta atrás e passa a aceitar ajuda internacional
Um policial com um cão farejador observa os danos deixados pelas enchentes repentinas em Devighat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, na quinta-feira, 27 de agosto de 2026
AP Photo/Niranjan Shrestha
Após afirmar inicialmente que conseguiria conduzir sozinho as operações de busca e salvamento, o governo do Nepal voltou atrás e passou a aceitar ajuda da comunidade internacional para acelerar os resgates.
Na sexta-feira (28), o Ministério das Relações Exteriores havia informado que o país não precisava de equipes estrangeiras para as operações gerais de busca.
Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh haviam manifestado interesse em enviar socorristas, segundo o Kathmandu Post.
Horas depois, porém, as autoridades mudaram de posição diante da dimensão da tragédia. Equipes especializadas da Índia já chegaram ao país para auxiliar nas buscas, enquanto outro grupo é aguardado da China.
Nepal pede apoio técnico para resgates e identificação de vítimas
Casas encontram-se parcialmente submersas em águas barrentas à beira de um rio após inundações repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal
Prabin Ranabhat/AFP via Getty Images
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, embora o Nepal agora aceite ajuda internacional, o país necessita principalmente de apoio técnico especializado.
🔎 Entre as prioridades estão o resgate de pessoas que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas, a recuperação das comunicações e do transporte em áreas onde pontes foram destruídas, a identificação de corpos, a realização de exames de DNA e a ampliação da capacidade de armazenamento de vítimas.
"Já fizemos pedidos por serviços especializados e assistência técnica em áreas onde não temos expertise e conhecimento técnico suficientes", afirmou Khanal à Reuters.
Equipes de resgate recuperaram corpos em Chitwan e Nawalparasi, nas planícies do Nepal, a cerca de 100 quilômetros do epicentro do desastre.
Segundo Khanal, mais vítimas devem ser encontradas nos próximos dias. Ele afirmou que hospitais da região estão sobrecarregados e sem refrigeradores suficientes para armazenar os corpos.
A enchente devastou áreas próximas à fronteira com a China, destruindo cidades e danificando usinas hidrelétricas.
Autoridades informaram que escolas, hospitais, estradas, pontes e outras estruturas foram severamente afetados. Cerca de duas dezenas de pontes foram destruídas, comprometendo o transporte e as comunicações.
O governo pediu à Índia e à China que antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação nas áreas atingidas.
Reconstrução deve custar até US$ 5 bilhões
O ministro das Finanças estimou que o Nepal precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões) para reconstruir as áreas destruídas.
Segundo o governo, além das operações de resgate, o país também deverá depender de apoio internacional para recuperar a infraestrutura devastada pelas enchentes provocadas pelo colapso da geleira na quarta-feira (26).