Países do Golfo e EUA acusam Irã de atacar civis no Oriente Médio: 'Escalada perigosa'
02/03/2026
(Foto: Reprodução) Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã
Países do Golfo Pérsico acusaram o Irã de atacar civis e violar sua soberania nos bombardeios retaliatórios que Teerã tem realizado nos últimos dias. Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos assinaram um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (2).
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Segundo comunicado, oito países do Oriente Médio foram atacados pelo Irã desde sábado, quando começou a guerra contra EUA e Israel. São eles:
Bahrein;
Iraque;
Jordânia;
Kuwait;
Omã;
Catar;
Arábia Saudita;
Emirados Árabes Unidos.
Desses países, Omã e Iraque não assinaram o comunicado.
"Condenamos veementemente os ataques indiscriminados e imprudentes com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra territórios soberanos em toda a região. Esses ataques injustificados atingiram territórios soberanos, colocaram populações civis em risco e danificaram infraestrutura civil", afirmou o comunicado.
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Carla Albuquerque
Uma guerra entre os EUA, Israel e Irã começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país. Como resposta, Teerã tem feito ataques retaliatórios contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas. (Leia mais abaixo)
Desde então, diversos países do Oriente Médio têm registrado ataques iranianos e demonstrado cada vez mais insatisfação com a situação. Isso porque os bombardeios não têm se limitado a bases dos EUA, e tem atingido infraestrutura civil, como prédios, aeroportos e hotéis de luxo.
"As ações do Irã representam uma escalada perigosa que viola a soberania de múltiplos Estados e ameaça a estabilidade regional. O ataque a civis e a países não envolvidos em hostilidades constitui um comportamento imprudente e desestabilizador. Estamos unidos na defesa de nossos cidadãos, de nossa soberania e de nosso território, e reafirmamos nosso direito à legítima defesa diante desses ataques", completaram os países no comunicado.
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Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.