Petróleo opera em alta e bolsas em queda com incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Sete das maiores economias do mundo voltam a discutir risco de novo choque de petróleo
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), enquanto as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em meio à incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio.
"Os acontecimentos ligados à guerra no Irã continuam se acelerando e são muito difíceis de prever", afirmou Andreas Lipkow, analista da CMC Market.
Às 6h40, horário de Brasília, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 5,91%, a US$ 88,38.
O Brent do Mar do Norte, referência na Europa, subia 5,05%, a US$ 92,23.
Nas bolsas de valores, os principais índices europeus abriram em queda: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%.
Na Ásia, Hong Kong caiu 0,2% e Xangai 0,3%. Tóquio, por sua vez, fechou em alta de 1,4%.
O mercado reage aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, seguidos de represálias de Teerã contra países da região.
Na terça-feira, as bolsas tiveram altas expressivas e o petróleo caiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira que o conflito terminaria "em breve".
Desde o início do conflito, o petróleo acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana, devido às interrupções no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial.
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Reservas estratégicas
"O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores agora esperam sinais concretos e a normalização da situação no Estreito de Ormuz", disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos do Cité Gestion Private Bank.
O cenário, porém, continua incerto: vários navios foram atingidos por projéteis nas últimas horas.
O mercado também aguarda um anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE), que, segundo o Wall Street Journal, planeja a maior liberação de reservas de petróleo da sua história para tentar acalmar os mercados.
Os ministros de Energia do G7 afirmaram, em comunicado conjunto, que estão "dispostos" a adotar "todas as medidas necessárias", inclusive recorrer às reservas estratégicas, em coordenação com a AIE.
Os chefes de Estado e de governo das sete economias mais industrializadas do mundo debatem o tema à tarde.
A injeção de petróleo no mercado pode superar os 182 milhões de barris liberados pelos países da AIE em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo o WSJ.
O mundo consome quase 100 milhões de barris de petróleo por dia. Segundo a AIE, os países-membros dispõem de mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em estoques da indústria.
No mercado de câmbio, o dólar permanecia estável.
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Jornal Nacional/ Reprodução