Premiê da Groenlândia diz que aceita parceria com EUA, mas nega ceder soberania
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Em Davos, Trump diz que 'ninguém pode defender Groenlândia como os EUA'
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse nesta quinta-feira (22) estar disposto a negociar uma parceria mais estreita com os Estados Unidos, mas afirmou descartar ceder qualquer tipo de soberania da ilha ao governo de Donald Trump.
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No primeiro pronunciamento após Trump afirmar, na quarta-feira (21), que não pretende fazer uso da força militar para anexar a Groenlândia, Nielsen elogiou a postura de Trump e se disse disposto a negociar uma maior participação norte-americana no território.
➡️Atualmente, os EUA já têm bases militares na Groenlândia, além da prerrogativa de poder atuar no território em casos de ameaça à segurança.
O premiê groenlandês, no entanto, disse que a soberania da ilha é uma "linha vermelha" e repetiu que não aceitará ceder o governo nem parte dele para os Estados Unidos, como quer Trump. Essa possibilidade foi levantada na noite de quarta, após o norte-americano anunciar ter chegado a um acordo com o secretário-geral da ONU, Mark Rutte, sobre a Groenlândia.
Primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, durante coletiva nesta terça-feira (20)
Evgeniy Maloletka/AP
Na quarta, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump reiterou a intenção de comprar a Groenlândia. Mais tarde, no entanto, ele cancelou as tarifas que havia ameaçado aplicar a países da Europa após se reunir com Rutte.
Uma reportagem do jornal "The New York Times" afirmou que o acordo discutido pelos líderes previa que os EUA controlassem pequenas porções de terra do território.
Mas nesta quinta, a Otan e a Dinamarca negaram ter oferecido parte da soberania da Groenlândia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Rutte disse que o acordo não prevê cessão da soberania e afirma apenas que os membros da Otan poderão intervir no Ártico — onde fica a Groenlândia — em ameaças à segurança da região.
Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania". A porta-voz da organização, Allison Hart, também negou que a soberania tenha sido discutida.
“O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”, disse Hart.
Na quarta, em uma entrevista, Donald Trump disse que explicará os detalhes das negociações em outro momento e afirmou que o acordo durará “para sempre”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com o secretário-geral da Otan, em 21 de janeiro de 2026
REUTERS/Jonathan Ernst
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