Rússia usa drones de propulsão a jato em ataque com 12 mortos na região de Kiev, diz Ucrânia
01/09/2026
(Foto: Reprodução) Rússia usa drones com propulsão a jato na guerra da Ucrânia
A Rússia utilizou drones de propulsão a jato, mais potentes que os normais, para atacar Kiev, na Ucrânia, e arredores da capital ucraniana nesta terça-feira (1º), segundo o governo local. Ao menos 12 pessoas morreram com os ataques.
Em retaliação, a Ucrânia bombardeou um dos principais portos da Rússia (leia mais abaixo).
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➡️ Drones de propulsão a jato são artefatos que funcionam com motor a jato. Isso faz com que os drones ganhem velocidade similiar à de um míssil de cruzeiro e os torne, além de mais rápidos, mais difícil de serem combatidos por sistemas antimísseis.
De acordo com autoridades locais, o ataque atingiu edifícios residenciais e ocoreu no mesmo dia em que crianças e jovens ucranianos voltaram às aulas após as férias de verão.
Oito pessoas morreram eem Kiev, sete delas em um depósito ferroviário e em outras estruturas próximas que foram atingidas, informou o diretor do sistema de ferrovias da Ucrânia, Oleksandr Pertsovskii.
As outras quatro morreram em Borispil, a 30 km da capital, após um edifício residencial de cinco andares ser atingido, segundo Zelensky. Treze pessoas ficaram feridas na localidade.
"No total, 12 pessoas morreram, incluindo um cidadão indiano, e dezenas ficaram feridas no ataque", afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Zelensky afirmou que mísseis balísticos também foram usados no ataque.
Pessoas comem em Kiev ao lado de prédio atingido por míssil russo, em 1º de setembro de 2026.
Gleb Garanich/ Reuters
Zelensky voltou a pedir aos aliados que forneçam mais recursos de defesa aérea, para permitir a proteção do país dos ataques russos executados diariamente.
"A Rússia sempre calcula seus ataques exatamente dessa forma, para destruir ao máximo a vida, e isso só é possível quando os meios de defesa antiaérea são insuficientes. Sou grato a todos que ajudam a Ucrânia a obter mísseis antibalístico (...), e é muito importante que esses envios aumentem no outono", disse o precisdente ucraniano.
👉 A Ucrânia sofre com a escassez de mísseis interceptadores, em particular dos americanos Patriot, desde o início da guerra no Oriente Médio, para se defender contra os projéteis russos.
Rússia fala de 'ataque com armas de alta precisão'
Momento em que míssil russo é atingido por sistema antimísseis na Ucrânia, em 1º de setembro de 2026.
Anna Voitenko/ Reuters
O governo russo ainda não havia confirmado o uso de drones de propulsão até a última atualização desta reportagem, mas o Ministério da Defesa da Rússia falou de um "ataque em larga escala com armas de alta precisão de longo alcance", sem confirmar o time de armas.
A pasta negou ter atingido alvos civis e disse que as forças russas bombardearam "empresas do complexo militar-industrial, assim como infraestruturas energéticas relacionadas ao fornecimento de combustível às Forças Armadas da Ucrânia".
Moscou também disse ter bombardeado instalações na região sul de Odessa e nos portos de Odessa e Chornomorsk.
A Força Aérea ucraniana, que não divulga o número exato de mísseis russos lançados, afirmou ter neutralizado cinco mísseis balísticos, cinco de cruzeiro e dois mísseis-drones híbridos do tipo Banderol.
Também apontou que a Rússia lançou 218 drones de diferentes tipos e que 187 foram interceptados.
Porto russo incendiado
Os últimos ataques aconteceram no momento em que a Ucrânia enfrenta uma campanha aérea russa cada vez mais intensa, o que provoca alertas repetidos, interrompe atividades comerciais e motivou a adoção de protocolos de segurança mais rígidos para o novo ano letivo.
Nesta terça-feira, na Rússia, também foi registrado um incêndio no importante porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia, que foi alvo de um ataque com drones, anunciou o governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko.
"Houve danos na área do porto de Ust-Luga em consequência do ataque com drones e um incêndio está em curso", escreveu Drozdenko na plataforma de mensagens Telegram. Ele afirmou que 52 drones ucranianos foram abatidos na região, sem o registro de vítimas.
O porto, uma infraestrutura crucial para as exportações russas de fertilizantes, petróleo e carvão, foi alvo de vários ataques de drones ucranianos nos últimos meses.
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