Suprema Corte rejeita analisar recurso, e Trump terá que pagar US$ 5 milhões a escritora que o acusou de abuso sexual
29/06/2026
(Foto: Reprodução) E. Jean Carroll e Donald Trump
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A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29), uma tentativa do presidente Donald Trump de anular a decisão de um júri de 2023 que concluiu que ele abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll e, posteriormente, a difamou.
O tribunal, que tem maioria conservadora e vem dando várias vitórias importantes para o governo Trump, se recusou a analisar o recurso do presidente dos EUA e confirmou a decisão já emitida por um tribunal inferior em 2024. Emitiu uma decisão breve e sem justificativa detalhada, como é o padrão.
Surpreendentemente, a Suprema Corte recusou-se a "reexaminar" um caso falso movido contra mim por uma mulher que eu nunca conheci (uma foto de celebridade de décadas atrás, em que apareço em uma fila ao lado dela e de seu marido, não conta!).
Em sua rede social, Trump criticou a Suprema Corte: "Surpreendentemente, a Suprema Corte recusou-se a reexaminar um caso falso movido contra mim por uma mulher que eu nunca conheci". O presidente alegou se tratar de "perseguição judicial" e chamou de "absurda" a acusação de difamação.
O que alegaram os advogados de Trump
Em seus argumentos à Suprema Corte, os advogados de Trump disseram que o juiz do julgamento em que o republicano foi condenado "permitiu erroneamente que depoimentos sobre alegações antigas, não verificadas e sem relação entre si fossem apresentados ao júri", desrespeitando as normas federais que regem a admissão de provas em um caso.
"Carroll esperou mais de 20 anos para acusar falsamente Donald Trump, a quem ela se opõe politicamente, até depois que ele se tornou o 45º presidente, quando ela poderia maximizar o prejuízo político a ele e lucrar para si mesma", escreveram seus advogados em um documento.
Na prática, com a decisão e os recursos esgotados, Trump agora terá que pagar US$ 5 milhões - o equivalente a R$ 25,8 milhões - à escritora, indenização determinada na sentença do julgamento.
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Trump vem travando uma batalha judicial com Carroll, ex-colunista de conselhos da revista Elle, desde que ela publicou um trecho de suas memórias em 2019, no qual alega ter sido estuprada por Trump por volta de 1996 em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan.
Trump negou as acusações de Carroll e afirmou que ela mentiu sobre as alegações tanto em 2019, enquanto ele ainda cumpria seu primeiro mandato como presidente, quanto em 2022, quando já havia deixado o cargo.
Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou que havia iniciado uma investigação criminal contra Carroll, assim como fez contra vários outros adversários do presidente republicano, para apurar se Carroll cometeu perjúrio em depoimentos relacionados aos dois processos civis que ela venceu contra Trump.
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