Tenda de tratamento de Ebola é incendiada novamente no Congo, e pacientes suspeitos fogem de centro de saúde

  • 23/05/2026
(Foto: Reprodução)
Um funcionário da limpeza urbana da prefeitura de Bunia pulveriza cloro para desinfetar o mercado central, enquanto a província de Ituri continua a combater um surto de Ebola AP/Moses Sawasawa Uma tenda usada no tratamento de pacientes com Ebola foi incendiada pela segunda vez em menos de uma semana no leste da República Democrática do Congo, em meio ao avanço de um surto da variante Bundibugyo, uma forma rara do vírus para a qual não há vacina aprovada. Segundo autoridades locais, o ataque aconteceu na noite de sexta-feira (22), na cidade de Mongbwalu, considerada o epicentro do surto. Homens não identificados atearam fogo à estrutura montada pela organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, usada para atender casos suspeitos e confirmados da doença. Com o incêndio, 18 pessoas com suspeita de infecção fugiram da unidade de saúde e desapareceram na comunidade, informou o diretor do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, Richard Lokudi. “Condenamos veementemente este ato, porque ele provocou pânico entre os profissionais de saúde e resultou na fuga de casos suspeitos para a comunidade”, afirmou o médico à agência Associated Press. O episódio ocorre um dia após outro centro de tratamento, na cidade de Rwampara, também ter sido incendiado. Segundo relatos locais, o ataque aconteceu depois que familiares foram impedidos de recuperar o corpo de um morador morto pela doença. Cientistas de Oxford desenvolvem vacina contra o novo surto de Ebola Corpos de vítimas de Ebola podem continuar altamente contagiosos após a morte, especialmente durante rituais funerários e preparação para enterros. Por isso, em surtos da doença, autoridades sanitárias costumam restringir velórios tradicionais e realizar sepultamentos controlados, medida que frequentemente gera tensão com comunidades locais. Neste sábado (23), enterros de pacientes ocorreram sob forte esquema de segurança em Rwampara. Equipes da Cruz Vermelha relataram resistência de moradores durante as operações. “Ao chegarmos à estrutura de saúde, enfrentamos muitas dificuldades, incluindo resistência de jovens e da comunidade. Tivemos que pedir apoio das autoridades por segurança”, afirmou David Basima, líder da equipe responsável pelos enterros. Trabalhadores de saneamento do governo da cidade de Bunia pulverizam desinfetante na área do mercado central, perto de um caminhão de lixo, na província de Ituri, enquanto continuam os esforços para combater o surto de Ebola em Bunia AP/Moses Sawasawa OMS eleva nível de risco Na sexta-feira (22), autoridades da província de Ituri proibiram velórios e reuniões com mais de 50 pessoas para tentar conter o avanço do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também elevou o nível de risco do surto no Congo de “alto” para “muito alto”. Apesar disso, o órgão considera baixo o risco de disseminação global da doença. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que já foram confirmados 82 casos e sete mortes no país, mas alertou que o número real pode ser significativamente maior. Isso porque a variante Bundibugyo circulou durante semanas sem ser identificada. Os primeiros pacientes testavam negativo para a cepa mais comum do Ebola, o que atrasou a confirmação do surto. Atualmente, autoridades monitoram cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas, números que ainda dependem de confirmação laboratorial. Mototaxistas e seus passageiros aguardam na entrada do mercado central enquanto equipes de saneamento desinfetam a área, em meio ao combate ao surto de Ebola na província de Ituri, em Bunia, Congo, no sábado, 23 de maio de 2026. AP/Moses Sawasawa Variante rara não tem vacina A cepa Bundibugyo é uma das formas mais raras do Ebola e, diferentemente da variante Zaire —responsável por surtos anteriores e para a qual existe vacina—, ainda não possui imunizante aprovado. A diretora-geral do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, Jean Kaseya, afirmou que a resposta ao surto depende não apenas de medidas médicas, mas também da reconstrução da confiança entre autoridades e comunidades locais. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho informou neste sábado que três voluntários morreram após contrair o vírus em Mongbwalu durante operações de remoção de corpos realizadas em março. Segundo a entidade, isso indica que o vírus pode ter começado a circular semanas antes da primeira morte oficialmente reconhecida, registrada no fim de abril na cidade de Bunia, capital da província de Ituri.

FONTE: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/05/23/tenda-de-tratamento-de-ebola-e-incendiada-novamente-no-congo-e-pacientes-suspeitos-fogem-de-centro-de-saude.ghtml


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