Trump diz que EUA vão atacar o Irã 'com força'; Teerã manda sinais contraditórios

  • 31/08/2026
(Foto: Reprodução)
Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (31) que seu Exército fará "fortes ataques" contra o Irã em breve. Os dois países voltaram a trocar agressões no final de semana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Vamos acertá-los com força", afirmou Trump à emissora norte-americana Fox News. O ataque, segundo Trump, será em resposta ao bombardeio iraniano feito no domingo (30) contra bases dos EUA na Jordânia — que por sua vez foi uma retaliação a uma agressão dos EUA contra a ilha de Larak. (Leia mais abaixo) O presidente norte-americano também afirmou à Fox que os iranianos "querem muito" se encontrar com os EUA para negociar um acordo pelo fim da guerra, porém ele disse não saber se é possível confiar em Teerã. Ele acrescentou que "as (novas) sanções contra o Irã estão entrando em vigor com força". O Irã, por outro lado, mandou sinais contraditórios nesta segunda-feira. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país ainda busca uma solução negociada para o conflito com os EUA e que quer retomar as tratativas, enquanto uma autoridade do país prometeu à agência de notícias Reuters amplas retaliações a qualquer agressão dos EUA. Agora no g1 "Mesmo assim, ainda estamos tentando chegar a um acordo e a um entendimento. Acreditamos que continuar a guerra não interessa a ninguém: nem a nós, nem à região, nem à humanidade", afirmou Pezeshkian, segundo a agência iraniana semioficial Tasnim. Ele ainda acusou Washington de não cumprir compromissos assumidos em acordos anteriores. Uma autoridade de alto escalão do Irã afirmou à Reuters que o país dará uma “resposta dezenas de vezes maior” para cada ataque feito pelos EUA , e ameaçou navios comerciais que violarem as regras iranianas de travessia por Ormuz. As últimas tratativas entre EUA e Irã, em meados de junho, resultaram num cessar-fogo temporário que durou até o começo de julho. O acordo, no entanto, foi rompido com trocas de agressões e as negociações diretas estão paralisadas desde então. Trump também disse em suas redes sociais nesta segunda que o Irã é "um país falido" e "está morto", e acusou Teerã de ter assassinado mais de 100 mil manifestantes contra o regime e que o país deveria ser julgado por crimes contra a humanidade. Além dos ataques de domingo, Trump também publicou em suas redes sociais um vídeo gerado por inteligência artificial que supostamente mostrava a destruição da ilha de Kharg, um dos principais centros de exportação de petróleo do Irã. Teerã chamou a publicação de "ridícula". EUA e Irã trocam ataques aéreos No domingo (30), os dois países voltaram a trocar agressões pela primeira vez desde julho. O Exército dos EUA atacou dois lançadores de mísseis na ilha iraniana de Larak, que fica no Estreito de Ormuz ao sul do Irã continental. O ataque matou duas pessoas e deixou outras feridas, segundo o Teerã. O Comando Central dos EUA afirmou que realizou uma ação "limitada e precisa" contra forças iranianas que instalavam minas na região. Segundo a pasta, os alvos representavam uma "ameaça iminente". Ilha de Larak, do Irã. Reprodução/Google Maps Segundo uma autoridade norte-americana ouvida pela agência de notícias Reuters, os lançadores estavam sendo preparados por integrantes da Guarda Revolucionária do Irã para disparar foguetes com minas navais em Ormuz. O Irã retaliou lançando mísseis contra bases militares dos EUA na Jordânia. Segundo Washington, todos os projéteis foram interceptados por defesas aéreas, menos um deles, que caiu em uma área não habitada. O Exército iraniano também afirmou ter atacado a base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, durante a madrugada desta segunda-feira. O governo dos Emirados, porém, negou a informação. O Ministério da Defesa emiradense afirmou posteriormente que sua força aérea interceptou um drone que havia entrado no espaço aéreo do país vindo do Irã, e repudiou o incidente. Pressão econômica aumenta A retomada dos ataques ocorreu após semanas de aumento da pressão econômica dos EUA contra o Irã e seus parceiros comerciais. O governo Trump ampliou as sanções econômicas contra Teerã e passou a priorizar medidas financeiras em vez de novas ações militares. Trump ainda não alcançou os objetivos que estabeleceu no início da guerra. Entre eles estão desmantelar o programa nuclear iraniano, limitar a capacidade do país de atacar seus rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem o governo dos líderes religiosos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à Reuters no domingo (30) que novas sanções secundárias contra o Irã devem ser anunciadas semanalmente. Segundo ele, os primeiros alvos devem ser bancos. A União Europeia afirmou nesta segunda-feira (31) que continuará trabalhando com os Estados Unidos e outros países para manter a pressão econômica sobre o Irã.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/31/ira-ainda-quer-negociar-fim-para-guerra-com-eua-diz-presidente.ghtml


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