Trump diz que não retirará sanções do Irã em troca da entrega de urânio
27/05/2026
(Foto: Reprodução) Irã ameaça enriquecer urânio a 90% se houver ataque dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (27) que o Irã não receberá alívio das sanções em troca da entrega de urânio altamente enriquecido. A declaração foi dada durante uma entrevista à PBS News nesta quarta-feira (27).
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Entre as principais exigências dos EUA para assinar um acordo com o Irã estão a entrega do urânio e a renúncia do regime ao programa de energia nuclear iraniano.
Contexto: há seis dias, o líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, divulgou uma determinação proibindo a retirada de urânio do país.
No início da tarde, Trump voltou ao tema durante uma reunião de gabinete na Casa Branca. Ele afirmou que os Estados Unidos não cogitam flexibilizar as sanções contra o Irã.
Além disso, acrescentou que não se sente confortável com Rússia ou China ficando com o estoque de urânio altamente enriquecido do regime iraniano.
Acordo precisa ser 'perfeito'
Trump também abordou as negociações com o Irã durante a reunião. O presidente norte-americano afirmou que Teerã quer o acordo, mas que por ora não há consenso e que os EUA ainda "não estão satisfeitos".
"O Irã está muito empenhado, eles querem muito fechar um acordo. Até agora, não conseguiram... não estamos satisfeitos com isso, mas ficaremos. Ou ficaremos, ou teremos que terminar o trabalho. Não acho que eles tenham outra escolha", afirmou.
Trump disse ainda que o acordo final para encerrar a guerra com o Irã "precisa ser perfeito" e que, na atual proposta, uma vez assinado o acordo, o Estreito de Ormuz seria reaberto "imediatamente".
EUA vão 'vigiar' Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA acrescentou também que o Estreito de Ormuz não será controlado por nenhum país.
"Nós vamos vigiar, mas ninguém vai controlá-lo. Isso faz parte da negociação que temos", afirmou.
Trump fala durante reunião de gabinete na Casa Branca
AP Photo/Jacquelyn Martin
A versão do Irã
Mais cedo, Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã provocou os EUA e afirmou que a retomada da guerra é "pouco provável devido à fraqueza do inimigo".
A TV estatal iraniana afirmou nesta quarta-feira (27) que teve acesso à minuta do memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos.
Segundo a reportagem, a proposta prevê que as forças militares dos EUA se retirarão das proximidades do Irã e suspenderão o bloqueio naval, enquanto o Irã se compromete a restaurar o número de navios comerciais em trânsito pelo Estreito de Ormuz aos níveis pré-guerra dentro de um mês.
Embarcações militares, no entanto, não estão incluídas no acordo.
Ainda de acordo com a proposta, a gestão e o traçado do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz serão de responsabilidade do Irã, em cooperação com Omã. E se um acordo final for alcançado em 60 dias, ele será aprovado como uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.
Antes da reunião da gabinete de Trump, a Casa Branca já havia negado a veracidade das informações, que foram chamadas pelo porta-voz de "uma completa invenção".
O presidente Donald Trump, ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio (à esquerda), e do secretário de Defesa, Pete Hegseth (à direita), fala durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, em Washington.
AP/Jacquelyn Martin
Trump faz reunião de gabinete na Casa Branca.
AP Photo/Jacquelyn Martin
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