Trump diz que pediu a Xi Jinping para não fornecer armas ao Irã e que China 'está muito feliz por eu estar reabrindo Ormuz'
15/04/2026
(Foto: Reprodução) O presidente dos EUA, Donald Trump, faz um gesto ao desembarcar do Marine One na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 10 de abril de 2026
JIM WATSON / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) que a China concordou em não enviar armas ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio após um pedido direto feito ao presidente chinês Xi Jinping.
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Trump disse também que os EUA e a China "estão trabalhando juntos de forma muito inteligente" e que o país asiático "está muito feliz por eu estar reabrindo permanentemente o Estreito de Ormuz".
"A China está muito feliz por eu estar reabrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também — e pelo mundo. Essa situação nunca mais acontecerá. Eles concordaram em não enviar armas ao Irã. O presidente Xi vai me dar um grande e caloroso abraço quando eu chegar lá em algumas semanas. Estamos trabalhando juntos de forma inteligente, e muito bem! Isso não é melhor do que lutar??? MAS LEMBREM-SE, somos muito bons em lutar, se for necessário — muito melhores do que qualquer outro!!!", afirmou Trump na rede social Truth Social.
A publicação ocorreu pouco após ter ido ao ar na Fox News Business uma entrevista com Trump em que ele revelou o pedido para Xi Jinping. O líder norte-americano afirmou que trocou cartas recentemente com o presidente chinês e pediu a ele para não fornecer armas ao Irã, acrescentando que ele "se dá muito bem" com Xi.
“Eu escrevi uma carta para ele pedindo que não fizesse isso. E ele me escreveu uma carta dizendo que, basicamente, não está fazendo isso”, afirmou Trump ao programa "Fox Business". Ele acrescentou que Xi é “alguém com quem eu me dou muito bem”. O presidente norte-americano viajará a Pequim entre 14 e 15 de maio.
Na entrevista, Trump também disse acreditar que a guerra está "muito perto de acabar" e que se ele não tivesse iniciado o conflito, "o Irã teria uma arma nuclear e vocês [jornalistas] estariam chamando todo mundo lá de senhor".
"Acho que a guerra no Irã acabará muito em breve. (...) Se eu recuasse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país, mas ainda não terminamos. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem muito fazer um acordo", afirmou Trump à Fox News.
Trump ainda se gabou dizendo que, se os EUA quisessem, "poderíamos destruir suas pontes e usinas elétricas em 1 hora".
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Trump também afirmou à Fox News que o Estreito de Ormuz "está aberto, com navios indo e vindo" apesar de dois bloqueios, um feito pelo Irã há mais de um mês e outro do próprio Exército dos EUA, que entrou em vigor nesta semana.
O líder norte-americano também voltou a criticar a Otan e disse que os EUA "não deveriam estar pagando trilhões de dólares" à aliança militar. Ele também voltou a dizer que é preciso ter a Groenlândia "para proteger o mundo contra a Rússia e a China.
Essa foi apenas uma de muitas entrevistas que Trump deu apenas nas últimas 24 horas:
Na terça-feira, Trump disse à "ABC News" que não está pensando em estender o cessar-fogo com o Irã, além de reiterar que a guerra está perto do fim.
Também na terça-feira, Trump disse ao jornal britânico "Sky News" estar insatisfeito com o Reino Unido pela postura na guerra e ameaçou fazer mudanças no acordo de comércio: "Quando pedimos ajuda a eles, eles não deram, e ainda não estão dando. (...) Dei a eles um bom acordo, mas que pode sempre ser alterado".
Em outra entrevista na segunda-feira, Trump disse ao "NY Post" acreditar que uma 2ª rodada de negociações com o Irã poderia ocorrer "nos próximos dias".
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