Trump minimiza ataque do Irã como 'tapinha do amor' para manter cessar-fogo

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Trump diz que guerra termina logo se Irã concordar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimiza a série de agressões entre seu país e o Irã como “um tapinha de amor”, assegurando que a trégua acordada há um mês pelos dois países não foi violada, nem está sob risco. Embora os ataques testem repetidamente os limites do cessar-fogo, o presidente indica que necessita, com urgência, de um acordo para sair definitivamente da guerra contra o regime islâmico, e não de sua prorrogação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio O Irã lançou, nesta quinta-feira (7), mísseis e drones contra navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz, que foram interceptados e, segundo o presidente, “caíram graciosamente no oceano como uma borboleta caindo em seu túmulo”. A retórica suave para reafirmar que o frágil cessar-fogo ainda está em vigor é incomum a Trump, demonstrando o quanto ele está pressionado pelas consequências significativas da guerra para o seu governo: gastos militares bilionários, aumento dos preços da gasolina, inflação alta e a impopularidade da Operação Fúria Épica entre os americanos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com jornalistas na Casa Branca em 30 de abril de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst A expressão “tapinha de amor”, para descrever o impacto dos ataques retaliatórios do Irã, foi utilizada pelo presidente em conversa por telefone com a jornalista Rachel Scott, da ABC News, e acabou sendo ironizada nas redes sociais. “Em que momento as trocas de tiros durante um cessar-fogo constituem o fim ou a violação do referido cessar-fogo? Qual é o limite?”, perguntou o colunista John Haltiwanger, colunista da “Foreign Policy”. "Eu também nunca ouvi alguém usar a expressão ‘tapinha de amor’ sem ser o tipo do cara que bateria na esposa”, afirmou o jornalista e consultor Adam Cochram. Os EUA se concentram em desbloquear o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. No fim de semana, o presidente anunciou um plano, denominado Projeto Liberdade, para escoltar navios mercantes paralisados no estreito. Estima-se que duas mil embarcações e 20 mil marinheiros estejam retidos na região e enfrentam falta de suprimentos. Os ataques recomeçaram e a escolta militar suscitou temores de uma escalada do conflito. Além disso, o prazo de 60 dias estipulado por lei para o governo americano prosseguir a guerra sem a autorização do Congresso expirou na semana passada. Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, se valem do cessar-fogo como argumento para assegurar a legalidade do conflito. Um dia após o anúncio, Trump determinou a suspensão temporária do Projeto Liberdade, atribuído a um pedido do Paquistão, que atua como mediador para obter um acordo com o Irã. O regime analisa uma proposta de paz enviada pelos EUA, mas os sinais de otimismo pela perspectiva de um acordo se dissiparam com os novos ataques entre os dois países, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reagiu com irritação, afirmando que o regime não cederá à pressão. “Sempre que uma solução diplomática é possível, os EUA optam por uma aventura militar imprudente. Seria uma tática de pressão grosseira? Ou o resultado de um sabotador enganando mais uma vez e levando-o a outro atoleiro?”, criticou.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/05/08/trump-minimiza-ataque-do-ira-como-tapinha-do-amor-para-manter-cessar-fogo.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes