Uma pessoa é morta em ação envolvendo agentes do ICE nos EUA
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Carro envolvido em incidente com agentes do ICE que terminou com um morto é guinchado em Biddeford, Maine
AP Photo/Robert F. Bukaty
Uma pessoa morreu baleada durante um incidente envolvendo agentes de imigração dos Estados Unidos no estado do Maine nesta segunda-feira (13), segundo o presidente da Câmara dos Deputados local, Ryan Fecteau.
O senador pelo estado Angus King disse que o secretário de Segurança Interna do governo Trump, Markwayne Mullin disse a ele que o ICE abriu fogo depois que um homem "usou seu veículo como arma" contra os agentes (leia mais abaixo).
Organizações de defesa dos direitos humanos identificaram a vítima como um cidadão colombiano de 26 anos que teria permissão para trabalhar nos EUA e um número do serviço de Segurança Nacional, equivalente ao RG no Brasil. Sua identidade, porém, não foi revelada.
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A rede de TV CNN Internacional também afirmou que agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) estavam no tiroteio, que ocorreu na cidade de Biddeford, no sul do Maine, na costa leste dos EUA.
A cidade, de cerca de 21 mil habitantes, registrou protestos contra o ICE após o assassinato.
Uma testemunha disse em entrevista à mídia local que estava no segundo andar de seu apartamento quando ouviu o que pareciam ser fogos de artifício, por volta das 7h30 da manhã.
Ele correu para a janela e viu um SUV branco colidir contra um carro branco menor mais de uma vez, fazendo com que o veículo mudasse de direção. Nesse momento, segundo Boucher, ele viu um agente do ICE sair do SUV e tentar abrir a porta do outro carro antes de retirar um homem de dentro dele.
O homem, que a testemunha descreveu como alguém de aparência jovem, estava com sangue no rosto e na cabeça, e o policial o colocou no chão.
Um agente, que parecia ser o autor do disparo contra o homem, aparentava estar "muito transtornado, quase em estado de choque", segundo a testemunha, e alegou que a vítima havia tentado atropelá-lo ou atingi-lo.
Protestos
Cerca de 200 manifestantes reuniram-se em um parque, segurando cartazes e entoando palavras de ordem, antes de marcharem até o escritório em Biddeford da senadora republicana Susan Collins, que concorre à reeleição este ano.
Dez manifestantes entraram no saguão do prédio gritando frases como "Fora, ICE!" e "Tirem-na do cargo pelo voto!", além de proferirem palavrões. Um representante do gabinete de Collins saiu e tentou conversar com alguns deles. Não houve prisões nem violência.
👉 Caso confirmado, o episódio será a segunda morte após tiros de agentes do ICE durante a Copa do Mundo de 2026, que é disputada nos Estados Unidos, além de México e Canadá. Na semana passada, agentes do ICE mataram a tiros um homem mexicano no estado norte-americano do Texas, durante uma abordagem (leia mais abaixo).
No início deste ano, dois cidadãos norte-americanos também foram mortos por tiros disparados por agentes de imigração. Em um deles, a poeta Renee Nicole Good, de 37 anos e mãe de três filhos, foi alvejada por um agente quando ela passou de carro por uma área residencial onde ocorria uma operação do ICE, em Minneapolis, capital do Minnesota.
Semanas depois, também em Minneapolis, o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, morreu após ser baleado por um agente do Departamento de Segurança Interna dos EUA durante uma patrulha em um protesto contra a política migratória do governo de Donald Trump.
Mexicano morto
Separação pelo ICE é a foto do ano do World Press Photo
O mexicano morto na semana passada foi identificado como Lorenzo Salgado Araujo. Segundo o ICE, ele era um cidadão mexicano que estava em situação irregular nos Estados Unidos e tentou fugir durante uma operação de fiscalização migratória.
Ronaldo Salgado, que se apresentou como filho da vítima, disse à emissora Telemundo Houston que o pai procurava trabalhadores para contratar quando foi baleado.
Em comunicado, o ICE afirmou que Salgado bateu em um veículo da agência, ignorou repetidas ordens para parar e tentou atropelar um dos agentes. Segundo o órgão, o funcionário do governo atirou em legítima defesa. Salgado foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Nos últimos meses, relatos iniciais de agências de imigração americanas sobre operações semelhantes foram contestados por imagens de câmeras ou outras provas, em alguns casos apresentadas na Justiça.
Em outubro, Marimar Martinez, moradora da região de Chicago, foi acusada de atingir agentes com o carro e levou cinco tiros, mas sobreviveu. As acusações acabaram sendo retiradas após imagens indicarem que os próprios agentes poderiam ter provocado a colisão.
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