União Europeia avança para assinar acordo com Mercosul após Itália sinalizar apoio

  • 06/01/2026
(Foto: Reprodução)
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se reúnem antes do encontro do G7++ durante a cúpula do G20 em Joanesburgo, na África do Sul, em 22 de novembro de 2025. HENRY NICHOLLS/Pool via REUTERS A Comissão Europeia parece ter conquistado o apoio crucial da Itália nesta terça-feira (6) para o fechamento do acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para que a União Europeia assine o tratado já na próxima semana. Itália e França frustraram as expectativas de um acordo em dezembro, ao afirmar que não estavam prontas para apoiá-lo até que fossem resolvidos os temores dos agricultores sobre um possível influxo de commodities mais baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No entanto, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recebeu com satisfação uma carta enviada pela Comissão nesta terça-feira que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores, descrevendo a iniciativa como um “passo positivo e significativo”. O ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia agora propõe aumentar os gastos com a agricultura italiana no período de 2028 a 2034, em vez de reduzi-los. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma fonte da União Europeia disse posteriormente que a Itália votaria a favor do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião marcada para sexta-feira. A Comissão Executiva, apoiada por países como Alemanha e Espanha, tenta obter a ampla maioria de 15 Estados-membros, que representem 65% da população da União Europeia, necessária para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente já em 12 de janeiro. Acordo seria o maior da UE em termos de cortes tarifários Eles afirmam que o acordo, negociado ao longo de 25 anos e que seria o maior da União Europeia em termos de redução de tarifas, é essencial para impulsionar exportações afetadas por impostos de importação dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, ao garantir acesso a minerais estratégicos. Como Polônia e Hungria se opõem ao acordo e a França mantém uma posição crítica, o apoio da Itália torna-se um fator decisivo para que o tratado seja assinado. A Comissão manteve discussões com os Estados-membros nas últimas duas semanas e o bloco está no caminho certo para assinar o acordo em breve, afirmou um porta-voz do Executivo. O Executivo da União Europeia convidou os 27 ministros da Agricultura do bloco para uma reunião em Bruxelas na quarta-feira. Os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde devem apresentar garantias sobre o futuro financiamento aos agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC), incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da União Europeia. A iniciativa da Comissão de fundir os fundos de coesão regional com os recursos da PAC no próximo orçamento de sete anos gerou preocupação entre países com forte setor agrícola. A Comissão também analisará os controles de importação, incluindo os níveis máximos permitidos de resíduos de pesticidas, segundo relataram dois diplomatas da União Europeia. “É um momento crítico para discutir as demandas dos agricultores”, afirmou um dos diplomatas.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/06/uniao-europeia-avanca-para-assinar-acordo-com-mercosul-apos-italia-sinalizar-apoio.ghtml


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